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Tecnologia

Nasa identifica cratera inédita na Lua e avalia riscos para futuras missões

A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, identificou uma nova e expressiva cratera formada recentemente na Lua, com extensão que supera as medidas do Coliseu de Roma. Batizada de McGetchin, a estrutura tem 222 metros de diâmetro e 43 metros de profundidade, resultado da colisão violenta de um fragmento de asteroide ou cometa entre abril e maio de 2024.

Descoberta e dimensões da cratera

A detecção do evento foi confirmada pelos pesquisadores Robert V. Wagner e Mark S. Robinson por meio de imagens da Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC). O sistema fotografa sistematicamente as mesmas regiões do satélite, permitindo a comparação de arquivos em pares para apontar alterações súbitas no relevo.

Com base nas análises topográficas divulgadas na revista Science Advances, a cavidade escavada expôs material subterrâneo e dispersou rochas basálticas pulverizadas por centenas de metros ao redor, alterando de modo visível a refletividade do solo.

CaracterísticaDetalhes do registro
IdentificaçãoCratera McGetchin 
Período do impactoEntre abril e maio de 2024 
Diâmetro222 metros 
Profundidade43 metros 
Instrumento responsávelLunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC/Nasa) 
Publicação científicaScience Advances 

Frequência de eventos e ausência de atmosfera

Impactos com energia suficiente para abrir crateras superiores a duzentos metros ocorrem na superfície lunar apenas uma vez a cada 130 anos, em média.

Diferente da Terra, a Lua não conta com uma atmosfera protetora para desacelerar ou desintegrar detritos espaciais por atrito térmico. Sem qualquer resistência gasosa, mesmo fragmentos menores atingem o solo rochoso em velocidades hipersônicas extremas, conservando integralmente a energia mecânica do choque.

Implicações para a infraestrutura espacial

A catalogação precisa da frequência desses fenômenos é indispensável para o desenvolvimento de programas espaciais tripulados e módulos de pouso robóticos.

  • Engenharia de blindagem: dados sobre o alcance dos detritos ajudam a projetar proteções contra a chuva de fragmentos secundários expelidos no choque.
  • Segurança de módulos: missões operadas por agências espaciais e empresas privadas dependem de mapas geológicos atualizados para selecionar locais de pouso estáveis.
  • Planejamento de bases: calcular a probabilidade real de colisões diretas permite dimensionar o nível de risco aceitável para habitats humanos permanentes.
Joildo Santos
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Joildo Santos

Comunicador e fundador do jornal Espaço do Povo, em Paraisópolis, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras. CEO da CRIA S/A e presidente do Instituto Crias, é referência em comunicação de impacto social, conectando marcas, organizações e empreendedores da periferia para gerar oportunidades, renda e novos imaginários sobre as comunidades.

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