Bem Estar

Mpox: sintomas, como é o teste, quanto tempo dura e quem pode se vacinar

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Enfermeira aplica vacina no braço de um paciente em consultório, com frasco e bandeja ao lado
Vacinação em consultório: imunizante contra a mpox é destinado a grupos específicos – Imagem: Espaço do Povo

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, e a maioria dos casos evolui de forma leve a moderada. Os primeiros sinais aparecem de 3 a 16 dias depois do contato com o vírus, podendo chegar a 21 dias. O Brasil registrou 665 casos em 2026, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o Rio de Janeiro reforçou o envio de vacinas ao estado depois de a capital fluminense registrar 74 infecções em dois meses. Abaixo, o que o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais orientam sobre sintomas, teste, isolamento e vacina.

Quais são os sintomas da mpox

Os sinais mais comuns são febre, dor de cabeça, dores musculares e no corpo, calafrios, fraqueza e ínguas — o inchaço dos gânglios linfáticos. As lesões na pele podem ser planas ou elevadas, com líquido claro ou amarelado, e evoluem para crostas que secam e caem. Elas aparecem no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos genitais e no ânus, e podem surgir antes ou depois da febre.

Painel: 21 dias é o prazo máximo de incubação da mpox
Do contato ao primeiro sintoma, a mpox pode levar até 21 dias para se manifestar – Arte: Espaço do Povo

Como a mpox é transmitida

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões ou erupções na pele da pessoa infectada, por secreções corporais como pus, sangue das lesões e saliva, e por objetos contaminados — roupas, toalhas, lençóis e utensílios. Também pode acontecer por contato próximo e prolongado com secreções respiratórias. Quem está infectado transmite desde o início dos sintomas até que todas as lesões cicatrizem e uma nova camada de pele se forme.

Como é o teste de mpox

O diagnóstico é feito por exame laboratorial molecular, conforme protocolo vigente. A coleta é feita, preferencialmente, a partir da secreção das lesões; quando elas já estão secas, podem ser enviadas crostas para análise. A notificação é obrigatória e deve ser registrada em até 24 horas no sistema e-SUS Sinan, conforme a Portaria GM/MS nº 3.328, de 22 de agosto de 2022.

Quanto tempo a mpox dura e como é o tratamento

Não há medicamento específico aprovado para a doença. O tratamento consiste em aliviar os sintomas, prevenir e tratar complicações e garantir cuidados clínicos de suporte, e a maioria dos casos evolui para melhora entre duas e quatro semanas. O principal fator associado à gravidade é o comprometimento do sistema imunológico.

Quando procurar atendimento

A orientação é procurar uma unidade de saúde ao apresentar lesões na pele acompanhadas de febre ou ínguas, após contato próximo com caso suspeito ou confirmado, ou quando a pessoa pertence a um grupo com maior risco de complicações — pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos. Até a avaliação, o ministério recomenda evitar contato próximo com outras pessoas.

Em caso de suspeita ou confirmação, o isolamento segue até o fim do período de transmissão, com higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, lavagem de roupas, toalhas e lençóis com água e detergente e limpeza das superfícies. Profissionais de saúde e cuidadores devem usar luvas, máscara, avental e óculos de proteção.

Quem pode se vacinar contra a mpox

A vacina não integra a rotina do Programa Nacional de Imunizações e é destinada a grupos com maior risco de evolução para formas graves. Na vacinação antes da exposição, entram profissionais de laboratório que trabalham com Orthopoxvírus e pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão. Na vacinação depois da exposição, entram pessoas que tiveram contato direto de médio ou alto risco com caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde — a aplicação deve ocorrer em até quatro dias do contato, ou até 14 dias se não houver sintomas.

O atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, que encaminha a coleta e aciona a vigilância. A Ouvidoria-Geral do SUS atende pelo telefone 136, de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h. O Ministério da Saúde mantém a página de mpox com a definição de caso, notas técnicas e o painel epidemiológico.

O balanço nacional da doença está em reportagem do Espaço do Povo sobre a evolução dos casos no Brasil em 2026, e a corrida por imunizantes acompanha outras doenças: São Paulo chegou a 16 casos de sarampo antes de iniciar uma campanha de multivacinação.

Redação Cria Brasil
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Redação Cria Brasil

Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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