Formiga: sete Olimpíadas e sete Copas, um recorde que ninguém repetiu

A meio-campista disputou todos os torneios olímpicos de futebol feminino de 1996 a 2020 e sete Copas do Mundo. Nenhum outro jogador, homem ou mulher, tem essa marca.

Formiga, de camisa amarela da seleção, em campo
Foto: Allan Patrick / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0

Miraildes Maciel Mota, a Formiga, disputou sete torneios olímpicos de futebol feminino, de Atlanta 1996 a Tóquio 2020, e sete Copas do Mundo, de 1995 a 2019. Nenhum outro jogador, homem ou mulher, tem as duas marcas somadas.

Ela tinha 43 anos e quatro meses quando entrou em campo contra a China, na estreia do Brasil em Tóquio. Com isso, virou também a jogadora mais velha a disputar um torneio olímpico de futebol feminino.

Quantas Olimpíadas Formiga jogou?

Sete: 1996, 2000, 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020. O futebol feminino entrou no programa olímpico justamente em 1996, em Atlanta — ou seja, Formiga esteve em todas as edições desde a estreia do esporte nos Jogos.

Foram 33 partidas olímpicas, outro recorde. As duas medalhas de prata vieram em Atenas 2004 e Pequim 2008, quando o Brasil perdeu as finais para os Estados Unidos.

E nas Copas do Mundo?

Também sete: 1995, 1999, 2003, 2007, 2011, 2015 e 2019. A melhor campanha foi em 2007, na China, quando o Brasil chegou à final e perdeu para a Alemanha por 2 a 0.

Em 1999, nos Estados Unidos, a seleção terminou em terceiro lugar — até hoje o segundo melhor resultado brasileiro em Mundiais, atrás apenas do vice de 2007.

Por que a marca é difícil de repetir?

Disputar sete Olimpíadas exige uma carreira de pelo menos 21 anos no alto rendimento, sem lesão grave que tire uma edição inteira. No futebol feminino, em que contratos são curtos e a rotatividade é alta, isso é exceção.

A canadense Christine Sinclair também chegou a quatro Olimpíadas e a cinco Copas. A brasileira Marta disputou seis Mundiais, mas cinco Olimpíadas. Nenhuma das duas alcançou as sete edições olímpicas de Formiga.

O que Formiga fez depois de parar?

Ela encerrou a carreira em 2021, depois de Tóquio, e passou a atuar na formação de jogadoras e em projetos de incentivo ao futebol feminino. Em 2023, foi homenageada pela FIFA como uma das jogadoras com mais participações em Mundiais.

O registro olímpico de Formiga está na página da FIFA sobre Tóquio 2020.