Pré-natal deve incluir testagem em momentos diferentes. Quando há diagnóstico, o tratamento não deve ser adiado.
O teste de sífilis precisa fazer parte do pré-natal, mesmo quando a gestante se sente bem. Diagnosticar e tratar a infecção durante a gravidez ajuda a evitar a transmissão para o bebê, chamada sífilis congênita.
Quando fazer os testes
O Ministério da Saúde recomenda testagem na primeira consulta, idealmente no primeiro trimestre, novamente no terceiro trimestre e no momento do parto ou em caso de aborto.
Novas exposições ou violência sexual também exigem avaliação. Um exame negativo no início da gravidez não dispensa os seguintes.
O resultado reagente exige atenção imediata
A orientação é iniciar o tratamento da gestante após um teste reagente, sem aguardar o segundo exame, conforme avaliação do serviço.
A penicilina benzatina é o tratamento com eficácia documentada para prevenir a transmissão ao bebê. As doses e os intervalos devem seguir a prescrição.
Quem já teve a infecção deve informar esse histórico e apresentar os registros disponíveis. Saiba por que um teste de sífilis pode continuar positivo após um tratamento anterior.
Registre as aplicações na caderneta e mantenha os exames de acompanhamento. As parcerias também precisam ser avaliadas para reduzir o risco de reinfecção.
O cuidado deve envolver a rede de saúde e não recair apenas sobre a gestante.
O acompanhamento continua depois do parto
Um bebê exposto à sífilis pode parecer saudável ao nascer. Isso não dispensa a avaliação prevista para crianças cujas mães tiveram diagnóstico durante a gravidez, inclusive quando foram tratadas.
A equipe define os exames e a necessidade de tratamento conforme a situação de cada criança.
Após a alta, mantenha as consultas e leve a Caderneta da Criança. Se o diagnóstico ocorrer perto do parto, procure atendimento imediatamente: ainda há cuidados a realizar.
Para buscar orientação no território, consulte os endereços e telefones das UBS de Paraisópolis.