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Reajuste de 15% do Bolsa Família eleva benefício médio a R$ 777

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta‑feira, a pouco mais de duas semanas das eleições, um reajuste de aproximadamente 15 % no Bolsa Família. O novo valor entra em vigor na folha de outubro, a partir do dia 19. A medida visa recompor a perda de poder de compra registrada desde o início do governo em 2023.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que o ajuste eleva o piso de R$ 600 para R$ 691 e eleva o benefício médio de R$ 675 para R$ 777. Ele destacou que o impacto fiscal será de R$ 5,8 bilhões em 2026, aumentando para R$ 22 bilhões em 2027. Moretti afirmou que o reajuste está dentro das regras fiscais e cumpre o que a lei autoriza.

Os complementos do programa também foram revistos: a parcela para criança de até 6 anos passa de R$ 150 para R$ 173, a ajuda para gestantes de R$ 50 para R$ 58, a assistência a jovens de 7 a 18 anos incompletos de R$ 50 para R$ 58 e a verba para bebê de até 6 meses de R$ 50 para R$ 58. O orçamento destinado ao Bolsa Família sobe de R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões, conforme a proposta enviada ao Congresso em agosto.

O programa atende 19,29 milhões de famílias, segundo dados de setembro, com renda per capita de até R$ 218. O acesso ocorre pelo Cadastro Único, cuja coleta é feita pelos municípios nos postos de assistência social. A gestão do Bolsa Família é compartilhada entre a União, os estados e os municípios, articulando assistência social, saúde e educação. O piso de R$ 600 foi criado no governo Jair Bolsonaro, durante a transição do Auxílio Emergência ao Auxílio Brasil, antes de ser renomeado Bolsa Família em 2023. O ministro Wellington Dias, titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, reafirmou que a recomposição da inflação está prevista na lei.

Redação
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Equipe do Espaço do Povo

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