Cultura

Museu da Maré preserva histórias e memórias contadas pelos moradores de comunidade no RJ

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Inaugurado em 8 de maio de 2006, o espaço nasceu da mobilização dos próprios moradores do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro - Divulgação

Inaugurado há 20 anos, iniciativa comunitária mostra como a memória da favela também faz parte da história da cidade

O Museu da Maré, no Rio de Janeiro, apresenta a memória de moradores de um dos maiores conjuntos de favelas da cidade a partir de experiências, objetos e narrativas do território.

Mais do que reunir peças, o Museu da Maré propõe uma mudança de perspectiva: quem vive a história participa de sua preservação e de sua interpretação. A vida cotidiana, as transformações urbanas, as festas, o trabalho e as lutas por direitos tornam-se temas legítimos de patrimônio cultural.

Pioneirismo na museologia social

Inaugurado em 8 de maio de 2006, o espaço nasceu da mobilização dos próprios moradores do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, com o objetivo de preservar e valorizar a história da comunidade.

Criado a partir de iniciativas do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM), o museu contou com apoio do Ministério da Cultura e teve sua inauguração acompanhada pelo então ministro Gilberto Gil.

Considerado pioneiro na museologia social brasileira, o equipamento cultural completou 20 anos em 2026, consolidando-se como referência na preservação da memória das favelas, por meio de fotografias, objetos, documentos e relatos que ajudam a contar a trajetória dos moradores.

Favela além do estereótipo

A experiência ajuda a compreender que a história das favelas não se resume à ausência de serviços ou aos episódios de violência. Há redes de solidariedade, produção artística, formas de organização e conhecimentos construídos ao longo de gerações.

Para escolas e visitantes, o principal interesse está no contato com uma narrativa que não parte exclusivamente de instituições externas. Antes de sair de casa, é importante verificar a programação, a disponibilidade de visitas e as orientações de acesso nos canais do museu.

O que você precisa saber

Onde fica

Avenida Guilherme Maxwell, 26, Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ).

Quanto custa

Entrada com contribuição voluntária.

Horários de funcionamento

Terça a sexta, das 9h às 13h e das 14h às 18h. Sábados, das 10h às 14h. Confirme antes da visita.

O que encontrar

Exposição “A Maré em 12 Tempos”, acervo de fotografias, documentos históricos, biblioteca e atividades culturais ligadas à memória dos moradores.

Como visitar

Visitas espontâneas não precisam de agendamento. Grupos podem solicitar visitas mediadas pelo site oficial.

Contato e informações

Telefone: (21) 96522-1717.
Site: Museu da Maré — agendamento

Dica: Antes de sair de casa, confirme os horários e a programação, especialmente aos sábados e feriados.

Andre Nicolau
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Andre Nicolau

Jornalista, repórter, redator e produtor de conteúdo, formado em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência em veículos como CNN Brasil, Catraca Livre e UOL, atua na produção de reportagens, entrevistas e conteúdos para diferentes plataformas, abordando temas como educação, cultura, política, tecnologia, saúde, cidadania e questões sociais. Também possui experiência em revisão editorial, produção audiovisual, cobertura de eventos e eleições, técnicas de SEO e desenvolvimento de projetos de comunicação.

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