O volante Jorginho, do Flamengo, virou alvo de suspeita de doping nesta sexta-feira (23), depois que o jornalista Thiago Asmar, o Pilhado, divulgou um resultado adverso dele em exame antidoping da Conmebol. A contraprova está prevista para terça-feira (27), e o jogador ainda não teve punição confirmada oficialmente: o caso passará por etapas de análise e pela apresentação da defesa.
Asmar afirmou ter recebido a informação de fontes ligadas ao futebol sul-americano. “Jorginho foi pego no exame antidoping da Conmebol. Vai ser realizada uma contraprova nessa terça-feira e, se for confirmado, a punição pode variar de seis meses a dois anos pro Jorginho”, declarou.
Duas informações centrais não foram divulgadas: em qual partida a coleta foi feita e qual substância teria sido identificada. Sobre a origem da amostra, o próprio jornalista foi explícito. “Não foi o exame antidoping desse último jogo, tá? Do jogo de ontem. Mas o Jorginho foi pego e vai ser feita uma contraprova na terça-feira”, acrescentou.
As versões que circularam nesta sexta-feira divergem nesse ponto. Uma afirma que o exame não é o da partida de quinta-feira (22), contra o Estudiantes; outra diz que a coleta foi feita ao fim daquele jogo, no Maracanã. Não há confirmação oficial do caso pela Conmebol nem pelo Flamengo.
A régua brasileira para casos assim está no Código Brasileiro Antidopagem. O artigo 114 prevê sanção base de 2 anos de suspensão para a presença de substância proibida na amostra de um atleta, e de 4 anos quando a conduta é intencional. O intervalo de seis meses a dois anos citado na divulgação não é a sanção base do código: a base é de dois anos.
O texto lista outras consequências além do afastamento: suspensão provisória antes da decisão final, desqualificação com invalidação de resultados e perda de medalhas, pontos e prêmios, divulgação pública da identidade do atleta e consequências financeiras. No Brasil, a autoridade antidopagem cita como exemplo o cancelamento e a devolução de valores do Bolsa Atleta.
A contraprova é a análise de uma segunda amostra, coletada no mesmo dia e guardada para esse fim. O resultado dela pode confirmar o resultado adverso ou apontar problema na primeira análise. Até lá, o jogador não tem punição confirmada e não há decisão publicada sobre o caso.
| Etapa | O que acontece | Quando |
|---|---|---|
| Coleta | Amostra recolhida em exame da Conmebol | não divulgada |
| Resultado adverso | Informação divulgada por jornalista | 23 de outubro |
| Contraprova | Análise da segunda amostra, guardada para esse fim | terça (27) |
| Defesa e julgamento | Análise do caso e apresentação da defesa | não divulgada |
| Se confirmado | Suspensão base de 2 anos, ou 4 se intencional, e outras consequências | após decisão |
O caso aparece dois dias depois da eliminação do Flamengo na semifinal da Libertadores, para o Estudiantes, na quinta-feira (22), no Maracanã. Jorginho perdeu um dos pênaltis da disputa: o goleiro Muslera defendeu a cobrança no canto esquerdo. Paquetá e Bruno Henrique também pararam no goleiro.
Volante de 34 anos, Jorginho está no Flamengo desde junho de 2025. Antes daquela disputa, tinha convertido 12 pênaltis em 79 partidas pelo clube e nunca havia perdido uma cobrança vestindo a camisa rubro-negra.
Para o jornalista, uma ausência prolongada atingiria o planejamento do time, porque o volante é uma das peças-chave da equipe na temporada. A punição mais branda citada na divulgação é de seis meses de afastamento; a mais severa, de dois anos.
Resultado adverso não é condenação. O rito previsto no código inclui a análise do caso, o direito de defesa do atleta e uma decisão — só depois dela a suspensão pode ser aplicada. A contraprova de terça-feira é a primeira etapa decisiva desse caminho.
Quem quiser conferir a régua aplicada a cada tipo de violação pode consultar a página de sanções da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, que reproduz os artigos do código com as faixas de suspensão para cada infração.