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IBGE registra que estudantes com deficiência no ensino superior quase triplicaram de 2014 a 2024

Em divulgação feita hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo Demográfico de 2022 apontou que 12,2% dos jovens de 15 a 29 anos com deficiência são analfabetos, taxa 12 vezes maior que a dos pares sem deficiência.

A pesquisadora Luanda Botelho, do IBGE, explicou: “Sabe-se que, historicamente, elas têm uma taxa de analfabetismo mais elevada do que as pessoas sem deficiência. Parte dessa diferença decorre da maior concentração de pessoas com deficiência entre os idosos, gerações menos escolarizadas do que as gerações atuais. Contudo, esse enfoque nos jovens consegue acrescentar que a desigualdade entre as pessoas com deficiência e sem deficiência não se resume só à questão geracional”.

Os dados revelam que o analfabetismo atinge 40,4% dos jovens com limitações mentais e 34% daqueles que apresentam mais de um tipo de deficiência. Entre as deficiências com menor taxa, a visual registra 3,5%, a auditiva 10%, a motora (caminhar ou subir escadas) 23,3% e a de manipular objetos pequenos 31,3%. Ainda, a frequência escolar fica em 92,6% para crianças de 6 a 14 anos com deficiência, contra 98,4% sem deficiência, e em 79,5% para jovens de 15 a 17 anos, comparado a 85,4% dos não‑deficientes.

O Censo Escolar 2025 indica que 57% das escolas contam com banheiro acessível, enquanto 30% possuem salas de recursos multifuncionais e 26,2% têm profissional de apoio. Na rede pública, 34,5% das escolas têm salas de recursos, 54,8% oferecem banheiro acessível e 32,8% dispõem de apoio especializado; na rede privada, esses números são 15,2%, 64,4% e 4,6%, respectivamente. No conjunto, 78,5% das escolas apresentam ao menos um desses recursos.

Entre 2014 e 2024, a presença de pessoas com deficiência no ensino superior quase triplicou, passando de 33.377 para 95.572 alunos. A participação passou de 0,43% para 0,93% do total de matriculados. O crescimento foi impulsionado pelos cursos a distância, que saltaram de 6.740 para 44.963 estudantes, enquanto os presenciais quase dobraram, de 26.637 para 50.609.

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Equipe do Espaço do Povo

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