Governo Federal prorroga prazo de adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto

Ministro Dario Durigan confirmou a extensão do prazo para renegociação de dívidas, permitindo que mais pessoas regularizem pendências para acessar créditos de veículos.

Governo Federal prorroga prazo de adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto

O Governo Federal prorroga o prazo de adesão ao programa Desenrola 2.0 até 31 de agosto. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a medida nesta terça-feira (28) para coincidir com o fim da vigência da medida provisória que criou a iniciativa. O ato formal de prorrogação será publicado até sexta-feira (31).

Dario Durigan afirmou que o tempo adicional facilita o acesso de pessoas que buscam crédito para comprar ou trocar carros e motos. O ministro explicou que os cidadãos podem usar o programa para resolver pendências financeiras previamente e se enquadrar nas condições de operações de veículos. A medida não demandará novos aportes do Fundo de Garantia de Operações (FGO) nem terá impacto econômico para o governo.

O Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, totalizando R$ 8.105. O programa renegocia dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026. Para participar, as contas devem estar com atraso entre 90 dias e 2 anos. O governo disponibiliza uma calculadora para que os trabalhadores consultem o valor do desconto.

As condições de pagamento preveem juros de no máximo 1,99% ao mês e descontos entre 30% e 90% no valor principal da dívida, variando conforme o prazo e a linha de crédito. O programa permite a substituição por uma dívida mais barata e prevê o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação. A União utiliza recursos públicos para garantir as instituições financeiras contra eventuais calotes.

O governo transferiu R$ 5,7 bilhões para o fundo de garantias até o fim de maio. O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a operação financeira. A iniciativa busca reduzir a inadimplência da população de baixa renda por meio de renegociações facilitadas e descontos significativos no montante devido.