No dia 25 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou um pronunciamento transmitido nacionalmente, no qual afirmou que não reconhece o resultado da segunda volta da eleição presidencial. Ele explicou que a decisão foi motivada por alegações de irregularidades no processo de apuração. O objetivo, segundo o senador, é contestar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar a votação até às 19h foi um dos pontos críticos apontados. O senador questionou a extensão, destacando que ela se aplicou apenas às seções que ainda estavam abertas às 17h, conforme explicou o Tribunal Superior Eleitoral. Segundo ele, tal medida violou o princípio da igualdade entre os eleitores.
Segundo o senador, durante a interrupção da totalização, os fiscais do PL foram retirados da sala‑cofre, impedindo o acompanhamento da apuração. Ele não apresentou documentos que comprovassem supostas fraudes, mas insistiu que a retirada dos fiscais evidencia falta de transparência. O relato reforça a acusação de que o ambiente de votação foi comprometido.
A campanha de Bolsonaro havia solicitado a ampliação do horário de votação em 19 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando ocorrência de chuvas fortes, alagamentos, interdições e falta de energia. Embora essas demandas não tenham sido atendidas integralmente, o pedido demonstrou preocupação com o acesso ao voto em áreas afetadas por eventos climáticos. O pedido original visava garantir a participação plena dos eleitores nessas localidades.
Em seu pronunciamento, o senador repetiu a frase completa: “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”. Essa citação reflete a postura firme de contestar o desfecho da disputa presidencial. A fala foi divulgada em vídeo de quase três minutos, amplamente compartilhado nas redes.
A estratégia jurídica anunciada prevê a entrada de recursos perante o Poder Judiciário, buscando a anulação da segunda volta. Embora ainda não tenha apresentado provas concretas, o senador afirmou que o apoio de sua equipe jurídica será mobilizado. O pedido poderá gerar novas decisões do Tribunal Superior Eleitoral ou do Supremo Tribunal Federal, impactando o calendário eleitoral.
A comunidade política observa o desenrolar da disputa, com partidos e movimentos avaliando as implicações de um possível pedido de anulamento. Enquanto isso, a condução das instituições eleitorais permanece focada na regularização dos resultados já certificados. O caso evidencia a tensão entre atores governamentais e a necessidade de mecanismos robustos de legitimidade democrática.