O governo de São Paulo confirmou a detecção dos dois primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental no estado. A infecção viral, transmitida por pernilongos, foi identificada nas cidades de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. O Brasil soma agora quatro casos confirmados da doença, incluindo um óbito ocorrido em Santa Catarina.
A primeira paciente paulista é uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que já está curada e possuía histórico de viagem para a região amazônica. O segundo caso aconteceu com uma jovem de 18 anos em São José do Rio Preto, que permanece internada. O governo estadual investiga epidemiologicamente o local exato da infecção de ambas as pacientes.
Em Santa Catarina, a doença causou a morte de uma mulher de 77 anos na cidade de Imbituba, em 8 de agosto. Outro paciente, um homem de 56 anos da cidade de Caçador, recebeu alta hospitalar. O governo catarinense informou que os dois quadros apresentaram manifestações neurológicas e a vigilância segue mapeando a relação entre a circulação do vírus e a clínica dos pacientes.
Tatiana Lang D’Agostini, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), reforçou que a confirmação dos casos humanos exige acompanhamento permanente da situação. A CVE-SP e as equipes municipais atuam para identificar os locais de infecção e orientar a prevenção. Ambos os estados afirmam que estão intensificando a vigilância epidemiológica.
O Ministério da Saúde (MS) estima que apenas 20% dos infectados apresentam sintomas, que incluem febre aguda, mal-estar, náusea, dor de cabeça, muscular e nos olhos. Outros sinais são a falta de apetite, manchas vermelhas na pele e nódulos. A transmissão ocorre quando mosquitos picam aves silvestres hospedeiras e depois infectam humanos, equinos ou primatas.