Mulheres do Rio Grande do Norte detêm um papel central na história do direito ao voto no Brasil. A professora Fernanda Abreu, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), afirma que o estado foi pioneiro nessa luta no território brasileiro e em toda a América do Sul.
O avanço legal ocorreu com a promulgação da lei estadual nº 660. O documento foi aprovado no dia 25 de outubro de 1927, estabelecendo regras para a participação feminina no processo eleitoral da região.
A professora Fernanda Abreu, vinculada à UERN, ressalta que essa representação é singular dentro do contexto do sufrágio feminino. A iniciativa potiguar precedeu a generalização do direito ao voto para mulheres em outras instâncias do país.
O Rio Grande do Norte consolidou a posição de vanguarda ao implementar a legislação em 1927. Essa lei permitiu que as cidadãs do estado exercessem a cidadania política antes de outras localidades sul-americanas.
A história do voto no Rio Grande do Norte serve como registro do pioneirismo feminino na política brasileira. A lei nº 660 marca o ponto de partida para a conquista de direitos civis e políticos das mulheres no estado.