Por que o Brasil nunca ganhou a Copa do Mundo Feminina
Vice em 2007, terceiro em 1999 e eliminado na fase de grupos em 1991 e 2023. O Brasil disputou todas as edicoes e nunca levantou a taca; em 2027 joga em casa.
O Brasil disputou todas as Copas do Mundo Feminina desde 1991 e nunca ganhou. O melhor resultado foi o vice-campeonato de 2007, na China, quando perdeu a final para a Alemanha por 2 a 0.
Em 2027 o torneio será no Brasil, com abertura em 24 de junho, no Maracanã — a primeira Copa Feminina na América do Sul. É a melhor chance histórica de conquistar o título que falta.
Quais foram as melhores campanhas do Brasil?
Duas. Em 1999, nos Estados Unidos, a seleção terminou em terceiro lugar. Em 2007, o time de Marta, Formiga e Cristiane chegou à final e perdeu para a Alemanha, que conquistou o bicampeonato.
Naquele Mundial, Marta marcou sete gols e recebeu a Bola de Ouro. A campanha é até hoje o ponto mais alto do futebol feminino brasileiro em Copas.
Por que a seleção não ganhou?
Não é um motivo só. O Brasil chegou tarde à modalidade: a estreia em Mundiais foi em 1991, doze anos depois da revogação do decreto de 1941 que proibia mulheres de jogar. Estados Unidos, Noruega e Alemanha mantinham ligas e seleções permanentes desde os anos 1970.
A estrutura brasileira só se profissionalizou na década de 2010, quando o Brasileirão Feminino passou a ter calendário fixo e as jogadoras começaram a migrar em massa para clubes europeus e norte-americanos.
O que mudou até 2027?
O país sedia o torneio com 32 seleções, oito a mais que em 2023, e a seleção terá o apoio da torcida em casa, com jogos no Maracanã, no MorumBIS e na Arena Corinthians.
A preparação oficial ainda não foi anunciada. O que existe são amistosos: contra o Japão, em 29 de novembro, em Hiroshima, e em 5 de dezembro — os últimos compromissos da seleção em 2026.
A última participação em Copas, em 2023, terminou na fase de grupos. Foi a despedida de Marta do torneio.
O histórico brasileiro em Copas está na página da FIFA sobre a despedida de Marta.