A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quarta-feira (2) o arquivamento do depoimento em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — atualmente preso — relatou ter sofrido “graves intimidações” durante negociações para um acordo de delação premiada. O documento foi colhido na semana passada por um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa de Vorcaro alegou que as supostas ameaças ocorreram no contexto de tratativas para formalizar a colaboração com a Justiça. Segundo a PGR, o depoimento não apresenta elementos suficientes para prosseguir com investigações ou medidas judiciais. A procuradoria sustenta que os fatos narrados não configuram crime ou irregularidade passível de apuração.
O pedido de arquivamento foi protocolado após análise técnica da PGR, que considerou o relato de Vorcaro insuficiente para fundamentar novas diligências. O caso tramita sob sigilo no STF, e não há informações sobre a decisão do ministro André Mendonça até o momento. A defesa do ex-banqueiro não se manifestou publicamente sobre o posicionamento da PGR.
A situação reforça os debates sobre a validade de depoimentos em delações premiadas, especialmente quando envolvem presos e tratativas sigilosas. A PGR destacou que, em casos como esse, é necessário comprovar a materialidade dos fatos antes de avançar em investigações formais.