O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) iniciou uma nova frente de investigação para apurar a existência de um suposto prejuízo milionário no setor de iluminação pública da cidade de São Paulo. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social instaurou a medida para analisar a legalidade de um contrato avaliado em R$ 7 bilhões, que é considerado irregular.
A Promotoria exigiu, em despacho emitido na última quinta-feira (20), que a procuradora-geral do Município, Luciana Sant’Ana Nardi, preste esclarecimentos sobre a gestão do contrato. O órgão aponta que a procuradora teria imposto obstáculos ao cumprimento de sentenças judiciais relacionadas ao caso. O MP-SP busca entender por que a administração municipal dificultou a execução de decisões da Justiça.
As investigações focam na gestão da prefeita Ricardo Nunes para identificar falhas administrativas que possam ter gerado danos aos cofres públicos. O foco do inquérito recai sobre as irregularidades contratuais que permitiram a movimentação de bilhões de reais em serviços de iluminação urbana sem a devida observância às normas legais vigentes.
Este novo desdobramento do MP-SP amplia a pressão sobre a Procuradoria Geral do Município para que as ordens judiciais sejam cumpridas sem resistências. A medida visa garantir a transparência na aplicação de verbas públicas destinadas a serviços essenciais de infraestrutura básica na capital paulista.