O Índice FipeZAP Comercial registrou, em julho de 2026, uma alta de 11,26% no preço de locação de imóveis comerciais de até 200 m² no Brasil nos últimos 12 meses. O aumento supera a inflação oficial do IPCA, que foi de 4,44%, e a variação do IGP-M, que ficou em 2,76%. As unidades destinadas à locação atingiram valor médio de R$ 53,68 por metro quadrado.
O indicador monitorou dez cidades e todas apresentaram subida nos aluguéis no período. O Rio de Janeiro teve a maior valorização, com 21,34%, seguido por Salvador (18,86%), Curitiba (12,85%), Belo Horizonte (8,79%), São Paulo (7,82%) e Brasília (7,66%). Já a venda de imóveis teve alta de apenas 2,05%, resultando em desvalorização real, com preço médio de R$ 8.792 por metro quadrado.
A capital paulista apresentou preço médio de venda de R$ 10.602 por metro quadrado em julho, alta de 1,94% em um ano. No mesmo intervalo, o aluguel médio na cidade subiu 7,82%, chegando a R$ 61,74 por metro quadrado. Esse cenário elevou a rentabilidade para quem compra salas para gerar renda, fixando o rental yield médio do segmento em 7,59% ao ano, valor superior aos 6,14% dos imóveis residenciais.
Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, explica que a locação oferece maior flexibilidade para quem empreende, pois evita o comprometimento de capital exigido na compra. A profissional argumenta que alugar permite direcionar recursos para outras necessidades do negócio e facilita mudanças de local conforme a operação cresce. A economista ressalva, porém, que o índice acompanha preços anunciados e não prova que houve migração da compra para o aluguel.
A Fipe aponta que a rentabilidade de 7,59% do setor comercial ainda permanece abaixo do projetado para aplicações financeiras de renda fixa nos próximos 12 meses. O levantamento reforça a necessidade de análise do mercado local, considerando a demanda e disponibilidade de imóveis de cada cidade para a tomada de decisões de investimento.