A nutricionista Adriana Stavro, mestre pelo Centro Universitário São Camilo, explicou as verdadeiras diferenças entre açúcar mascavo, demerara e de coco. A entrevista foi publicada em 16 de setembro de 2026. Ela destacou que, todos os tipos permanecem fontes de açúcar, e o objetivo foi esclarecer o consumo consciente.
Todos os açúcares de mesa são predominantemente sacarose, um carboidrato formado por glicose e frutose. No intestino delgado, a enzima sacarase rompe a ligação entre elas, permitindo a absorção de ambas. Esse processo ocorre igualmente para o açúcar refinado, cristal, demerara e mascavo. As diferenças surgem no grau de processamento, na cor, na umidade e no tamanho dos cristais.
O demerara passa por clarificação, concentração, cristalização e centrifugação, mas retém um leve resíduo de melaço. Por isso apresenta coloração dourada e sabor característico. Ele pode conter quantidades ligeiramente maiores de cálcio, potássio e magnésio em relação ao refinado, porém a diferença é insignificante nas porções usuais. Consumir açúcar apenas para obter esses minerais exigiria quantidades elevadas.
O mascavo sofre menos etapas de purificação, mantendo ainda mais melaço. O resultado são cristais mais escuros, maior umidade e sabor mais intenso. Assim como o demerara, ele traz um leve aumento de minerais, mas a contribuição nutricional permanece mínima. Não se recomenda substituir açúcar refinado por mascavo para melhorar a ingestão de micronutrientes.
O açúcar de coco não provém da cana, mas da seiva da inflorescência do coqueiro. Após filtragem e evaporação, o produto pode ser seco ou granulado, variando do marrom‑claro ao marrom‑escuro. A reputação de baixo índice glicêmico não foi confirmada pela nutricionista, que afirma que ele se comporta como os demais açúcares na digestão. Portanto, o consumo deve obedecer às mesmas recomendações de quantidade e frequência.