O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (30) que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026. O dado integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). A estatística registra uma queda de 0,7 ponto percentual comparada ao período de janeiro a março de 2026, quando o índice era de 6,1%.
O volume de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em junho somou 5,9 milhões. Este número representa uma redução de 10,9% em relação aos 6,6 milhões registrados no trimestre anterior. Quando comparado ao mesmo período de 2025, o IBGE apurou uma queda de 6,3%, o que significa que 392 mil pessoas deixaram de buscar trabalho ativamente no mercado nacional.
A população ocupada no Brasil chegou a 103,1 milhões de pessoas. O contingente cresceu 1,1% em relação ao trimestre encerrado em março e 0,7% na comparação anual, totalizando um acréscimo de 742 mil trabalhadores. O nível de ocupação, que mede a fatia da população em idade de trabalhar que está empregada, subiu para 58,8%, alta de 0,5 ponto percentual diante do trimestre anterior.
A taxa composta de subutilização recuou para 12,9% no trimestre encerrado em junho, queda de 1,4 ponto percentual contra o período anterior e 1,5 ponto contra o mesmo trimestre do ano anterior. Atualmente, 14,7 milhões de pessoas estão nessa condição. O IBGE registrou que esse grupo diminuiu 10,1% em relação ao trimestre anterior, retirando 1,642 milhão de pessoas dessa situação, e recuou 11,0% na comparação anual.
Os dados detalhados do IBGE mostram que 39,4 milhões de brasileiros possuem carteira assinada, enquanto 13,6 milhões trabalham sem esse registro. Outros 26,1 milhões de trabalhadores atuam por conta própria. A pesquisa também contabilizou 66,5 milhões de pessoas fora da força de trabalho e 2,3 milhões de desalentados, que são aqueles que desistiram de procurar emprego.