Um levantamento feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou queda de 300 mil lares com pessoas acima de 60 anos em insegurança alimentar no país entre 2023 e 2024. Os dois anos são os últimos com informações consolidadas pela pesquisa. O total passou de 5,9 milhões para 5,6 milhões de domicílios.
A redução aparece nos dados que medem a dificuldade de acesso a alimentos em quantidade e qualidade adequadas por parte da população idosa. O IBGE coleta essas informações por meio de questionários aplicados em todo o território nacional, com amostragem que cobre áreas urbanas e rurais. A PNAD Contínua é a principal fonte de estatísticas sobre condições de vida dos brasileiros.
Os dados mostram que a insegurança alimentar entre idosos segue em patamar elevado, mesmo com a melhora registrada. A queda de 300 mil lares representa redução de cerca de 5% no total de domicílios com idosos nessa situação. O levantamento considera tanto a insegurança alimentar leve, quando há preocupação com a falta de comida no futuro, quanto a grave, quando já existe fome de fato.
A melhora nos indicadores de renda e a ampliação de programas de transferência de renda aparecem como fatores associados à redução. O levantamento não detalha causas específicas, mas aponta que o recuo ocorre em um período de recuperação do mercado de trabalho e do poder de compra das famílias. A alimentação adequada para pessoas idosas é um dos indicadores de qualidade de vida monitorados por políticas públicas.