A coreógrafa Dora Andrade fundou, em 1991, a Escola de Desenvolvimento e Integração Social para Criança e Adolescente (EDISCA) em Fortaleza. A instituição utiliza a dança como base para uma formação social ampliada, atendendo crianças e adolescentes de comunidades populares da capital cearense. O projeto chegou a 2026 com a manutenção de atividades culturais e novos projetos na região.
O trabalho teve início como uma contrapartida a apoios recebidos do Governo do Ceará. Naquela ocasião, integrantes da companhia de Dora Andrade ofereceram aulas de dança para 50 crianças do Morro Santa Terezinha. Esse grupo inicial cresceu rapidamente e, em apenas nove meses, o número de alunos saltou para 117 crianças, que chegaram a montar a apresentação intitulada O Maior Espetáculo da Terra.
A EDISCA formalizou sua existência para integrar dança, educação e ações socioeducativas. A coreógrafa Dora Andrade, que possui formação acadêmica no Brasil, Estados Unidos, França e Espanha, reorganizou sua carreira profissional para focar na gestão da escola. A profissional já havia estabelecido escolas particulares e coordenado seu próprio grupo de dança em cidades como Sobral e Quixadá antes de se dedicar ao projeto social.
A escola identificou que o ensino da técnica artística isolada não atendia todas as necessidades dos alunos e de suas famílias. Por isso, a instituição ampliou o sentido das aulas para incluir o desenvolvimento social. O projeto transformou a arte em uma ferramenta de formação, recebendo reconhecimento nacional ao longo de seus 35 anos de trajetória na periferia de Fortaleza.