Ricardo Nunes (MDB) anunciou que o grupo sul‑coreano BTS não receberá a Chave da Cidade de São Paulo, apesar da mobilização de mais de 222 mil assinaturas em um abaixo‑assinado. A decisão se baseia na regra municipal que restringe a honraria a cidadãos brasileiros, conforme o prefeito explicou. O ato de entregar a chave, que simboliza a relação entre a capital e artistas, foi, portanto, recusado para os integrantes estrangeiros.
Para compensar a ausência da cerimônia, a administração autorizou o projeto Purple Impact Brasil, que vai iluminar a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira nas cores roxas entre 26 e 31 de outubro. A escolha da cor roxa faz referência ao “I Purple You”, lema do membro V que se tornou símbolo de carinho com os fãs. O evento, parte da turnê ARIRANG, já está agendado para os dias 28, 30 e 31 no Estádio do Morumbi.
O retorno do BTS ao país, depois de sete anos, deve movimentar mais de R$ 330 milhões na economia paulista, segundo estimativas divulgadas pela São Paulo Turismo (SPTuris). O número inclui bilheteria, alimentação e outros serviços ligados ao concerto, refletindo a força do fenômeno Hallyu nas periferias da cidade.
O presidente da Associação Brasileira dos Coreanos, Bruno Kim, apontou que conflitos de agenda, complexidade logística e exigências de segurança foram os principais entraves que impediram a realização de uma cerimônia pública da chave. A associação tentou negociar com a gestão municipal, mas as limitações operacionais permaneceram intransponíveis.
Apesar da rejeição, a cidade permanece aberta a outras formas de homenagem aos integrantes do BTS, como recepção na sede da prefeitura ou outras cerimônias privadas, como informado pelo prefeito. A decisão reflete a necessidade de cumprir a legislação municipal e proteger a logística do evento.
Os fãs, que já registraram mais de 222 mil assinaturas, mostraram mobilização significativa em apoio à entrega da chave. O abaixo‑assinado demonstrou a paixão da comunidade que acompanha a banda, embora a resposta da prefeitura tenha sido baseada em normas já existentes.
O projeto de iluminação roxa, além de valorizar a ponte, tem impacto cultural, criando um marco visual que celebra a conexão entre a música coreana e o público paulistano. A iniciativa também serve como marketing para a cidade, atraindo turistas que desejam testemunhar o evento.
O retorno de BTS à capital, combinado com a presença de fãs de diversas camadas sociais, reforça o papel da música como catalisador de mobilização cultural e de estímulo à economia urbana, consolidando o cenário da periferia como palco de eventos globais.