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Festival de Cinema Italiano 2026 tem 21 filmes de graça no CCBB SP; veja a programação

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Toni Servillo segura o menino Lorenzo Perrotta no colo durante o Festival de Cinema de Veneza
Toni Servillo e Lorenzo Perrotta, avô e neto em 'Travessura', no Festival de Veneza, em setembro – Foto: Colleen Sturtevant/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Festival de Cinema Italiano 2026 exibe 21 filmes de graça no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB-SP) entre 5 e 30 de novembro. São 14 títulos inéditos no país e sete clássicos da retrospectiva “Itália em Cena”, em duas sessões por dia, todos os dias exceto às terças-feiras. O ingresso é retirado no dia de cada sessão, a partir das 9h.

Quando é o Festival de Cinema Italiano no CCBB

A mostra vai de 5 a 30 de novembro de 2026 e ocupa o cinema do CCBB de segunda a domingo, com pausa apenas nas terças-feiras, dias 10, 17 e 24. São 46 sessões em 23 dias de programação, sempre duas por dia, com horários que começam entre 14h e 18h.

Qual é a programação do CCBB, dia a dia

A grade tem duas sessões por dia e nenhuma pela manhã. As terças-feiras ficam de fora porque o CCBB não abre ao público nesse dia.

Programação do CCBB-SP na 21ª edição, de 5 a 30 de novembro de 2026, com duas sessões por dia – Fonte: Festival de Cinema Italiano no Brasil
Data 1ª sessão 2ª sessão
05/11 qui 15h – Elena do Gueto 17h30 – A Vida é Assim
06/11 sex 16h – Viagem à Itália 18h – Breve História de Amor
07/11 sáb 15h – Vamos Trabalhar Como Gente Grande 17h – A Doce Vida
08/11 dom 15h – Arroz Amargo 17h – A Lição
09/11 seg 15h30 – A Provinciana 18h – Baracoa
11/11 qua 16h – Na Festa da Revolução 18h – Stromboli
12/11 qui 15h30 – As Coisas Não Ditas 18h – Travessura
13/11 sex 15h30 – Idda 17h30 – Os Boas-Vidas
14/11 sáb 15h – O Som das Coisas Novas 17h30 – O Filho Desejado
15/11 dom 14h30 – Que Deus Perdoe a Todos 17h – Os Noivos
16/11 seg 16h – Vamos Dar um Tempo 18h – Travessura
18/11 qua 15h30 – Idda 17h30 – As Coisas Não Ditas
19/11 qui 15h – Baracoa 18h – Viagem à Itália
20/11 sex 15h – Arroz Amargo 18h – A Provinciana
21/11 sáb 15h – A Vida é Assim 17h30 – A Lição
22/11 dom 14h – Na Festa da Revolução 16h30 – Breve História de Amor
23/11 seg 15h – O Som das Coisas Novas 18h – Elena do Gueto
25/11 qua 14h30 – Vamos Dar um Tempo 17h – A Doce Vida
26/11 qui 15h30 – Travessura 18h – Stromboli
27/11 sex 15h – O Filho Desejado 18h – Vamos Trabalhar Como Gente Grande
28/11 sáb 15h – As Coisas Não Ditas 17h30 – Os Noivos
29/11 dom 14h30 – Idda 16h30 – Que Deus Perdoe a Todos
30/11 seg 15h30 – Os Boas-Vidas 18h – O Som das Coisas Novas

“A Doce Vida”, de Federico Fellini, é o filme mais longo da mostra, com 174 minutos, e passa em 7 e 25 de novembro. “Os Noivos”, de 1941, é a única sessão com classificação livre; os demais títulos têm indicação de 14, 16 ou 18 anos.

Como pegar o ingresso gratuito do CCBB

Os ingressos são gratuitos e liberados a partir das 9h do dia de cada sessão, na bilheteria do CCBB e no site bb.com.br/cultura. O CCBB atende pelo telefone (11) 4297-0600 e funciona das 9h às 20h, exceto às terças.

O centro cultural fica na Rua Álvares Penteado, 112, a cinco minutos a pé da estação São Bento do Metrô. Há estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228, a R$ 14 pelo período de seis horas, com o ticket validado na bilheteria, e uma van gratuita liga o estacionamento ao CCBB das 12h às 21h, com parada no Metrô República na volta.

Detalhe da fachada do Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, com ornamento de pedra e um edifício de vidro ao fundo
Detalhe da fachada do CCBB em São Paulo, no centro histórico, onde a mostra ocupa o cinema do prédio – Foto: Mauro Cateb/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quais são os 14 filmes inéditos

Os 14 inéditos incluem “Travessura” (Scherzetto), de Mario Martone, com Toni Servillo e o menino Lorenzo Perrotta. Baseado em obra de Domenico Starnone, o filme acompanha em poucos dias o duelo afetivo entre um avô acostumado à solidão e o neto indomável, dentro de um apartamento e sua varanda. São três sessões: 12 de novembro às 18h, 16 de novembro às 18h e 26 de novembro às 15h30.

“Travessura” passou pela Sala Grande do 83º Festival de Veneza em 10 de setembro. A seleção contemporânea alterna thriller, comédia e drama: “A Lição” traz uma advogada de Trieste que defende um professor acusado de violência sexual; “As Coisas Não Ditas” leva um casal de Roma ao Marrocos; “Baracoa” percorre Cuba com Giancarlo Giannini; “Elena do Gueto” reconstitui a Roma fascista entre 1938 e 1943; “Idda” sobe as encostas do Etna com duas amigas de infância; “Que Deus Perdoe a Todos” coloca um corretor de imóveis sem fé apaixonado por uma católica fervorosa. A curadoria afirma que a seleção reúne diretores consagrados e quatro estreantes.

O que é a retrospectiva Itália em Cena

A retrospectiva reúne sete clássicos rodados entre 1941 e 1960, escolhidos por fazerem do território uma força dramática, e não um fundo de cartão-postal. Roma aparece como epicentro das tensões modernas, o Sul como mito, a província como memória e o litoral como fronteira.

Fellini assina dois títulos: “A Doce Vida” (1960), com Marcello Mastroianni e Anita Ekberg na Via Veneto, e “Os Boas-Vidas” (1953), com Alberto Sordi e um grupo de amigos que adia a vida adulta numa cidade litorânea. Roberto Rossellini comparece duas vezes, com “Stromboli, Terra di Dio” (1950) e “Viagem à Itália” (1954), ambos estrelados por Ingrid Bergman. Fecham a lista “Arroz Amargo” (Giuseppe De Santis, 1949), com Silvana Mangano nos arrozais do Piemonte; “A Provinciana” (Mario Soldati, 1953), com Gina Lollobrigida; e “Os Noivos” (Mario Camerini, 1941), adaptação do romance de Alessandro Manzoni.

Quais filmes não entram no streaming

O festival também é online: parte da programação fica disponível de graça no site do evento, para todo o Brasil, de 5 de novembro a 1º de dezembro. Nem tudo, porém, chega à tela de casa. “A Vida é Assim”, “Travessura”, “Breve História de Amor”, “O Som das Coisas Novas” e “O Filho Desejado” têm exibição apenas presencial.

STREAMING · 21ª EDIÇÃO 5 dos 14 inéditos só passam na sala Fonte: programação oficial da 21ª edição

Em todo o país, a 21ª edição leva 24 filmes a 122 espaços de exibição em 88 cidades, segundo o site do festival. Em São Paulo, além do CCBB, a lista de espaços inclui o Sesc Pompeia, o Cinusp (o cinema da USP), o Cine Favela Heliópolis, o Istituto Italiano di Cultura, o Belas Artes e o Cinépolis Jardim Pamplona. Em setembro, o mesmo CCBB exibiu 36 filmes brasileiros de graça, e a cidade mantém cinema com desconto ao longo do ano, como na Semana do Cinema.

Três dos dez clássicos da retrospectiva não aparecem na grade do CCBB: “Pão e Tulipas” (Silvio Soldini, 2000), “Noites de Verão” (Lina Wertmüller, 1986) e “A Esposa de Férias e a Amante na Cidade” (Sergio Martino, 1980).

O festival é realizado pela Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (ITALCAM), em colaboração com a Embaixada da Itália no Brasil, sua rede de consulados e os Institutos Italianos de Cultura. Foi idealizado pelo produtor Nico Rossini e tem direção e curadoria de Erica Bernardini. “O cinema tem uma maneira única de aproximar países, não apenas porque atravessa fronteiras, mas porque nos permite reconhecer no outro paisagens, sentimentos e histórias que também nos pertencem”, afirma o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese. “Chegar à 21ª edição reafirma a maturidade de um festival que construiu uma ponte afetuosa e sólida com o público brasileiro”, diz Erica.

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Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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