O Festival de Cinema Italiano 2026 exibe 21 filmes de graça no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB-SP) entre 5 e 30 de novembro. São 14 títulos inéditos no país e sete clássicos da retrospectiva “Itália em Cena”, em duas sessões por dia, todos os dias exceto às terças-feiras. O ingresso é retirado no dia de cada sessão, a partir das 9h.
Quando é o Festival de Cinema Italiano no CCBB
A mostra vai de 5 a 30 de novembro de 2026 e ocupa o cinema do CCBB de segunda a domingo, com pausa apenas nas terças-feiras, dias 10, 17 e 24. São 46 sessões em 23 dias de programação, sempre duas por dia, com horários que começam entre 14h e 18h.
Qual é a programação do CCBB, dia a dia
A grade tem duas sessões por dia e nenhuma pela manhã. As terças-feiras ficam de fora porque o CCBB não abre ao público nesse dia.
| Data | 1ª sessão | 2ª sessão |
|---|---|---|
| 05/11 qui | 15h – Elena do Gueto | 17h30 – A Vida é Assim |
| 06/11 sex | 16h – Viagem à Itália | 18h – Breve História de Amor |
| 07/11 sáb | 15h – Vamos Trabalhar Como Gente Grande | 17h – A Doce Vida |
| 08/11 dom | 15h – Arroz Amargo | 17h – A Lição |
| 09/11 seg | 15h30 – A Provinciana | 18h – Baracoa |
| 11/11 qua | 16h – Na Festa da Revolução | 18h – Stromboli |
| 12/11 qui | 15h30 – As Coisas Não Ditas | 18h – Travessura |
| 13/11 sex | 15h30 – Idda | 17h30 – Os Boas-Vidas |
| 14/11 sáb | 15h – O Som das Coisas Novas | 17h30 – O Filho Desejado |
| 15/11 dom | 14h30 – Que Deus Perdoe a Todos | 17h – Os Noivos |
| 16/11 seg | 16h – Vamos Dar um Tempo | 18h – Travessura |
| 18/11 qua | 15h30 – Idda | 17h30 – As Coisas Não Ditas |
| 19/11 qui | 15h – Baracoa | 18h – Viagem à Itália |
| 20/11 sex | 15h – Arroz Amargo | 18h – A Provinciana |
| 21/11 sáb | 15h – A Vida é Assim | 17h30 – A Lição |
| 22/11 dom | 14h – Na Festa da Revolução | 16h30 – Breve História de Amor |
| 23/11 seg | 15h – O Som das Coisas Novas | 18h – Elena do Gueto |
| 25/11 qua | 14h30 – Vamos Dar um Tempo | 17h – A Doce Vida |
| 26/11 qui | 15h30 – Travessura | 18h – Stromboli |
| 27/11 sex | 15h – O Filho Desejado | 18h – Vamos Trabalhar Como Gente Grande |
| 28/11 sáb | 15h – As Coisas Não Ditas | 17h30 – Os Noivos |
| 29/11 dom | 14h30 – Idda | 16h30 – Que Deus Perdoe a Todos |
| 30/11 seg | 15h30 – Os Boas-Vidas | 18h – O Som das Coisas Novas |
“A Doce Vida”, de Federico Fellini, é o filme mais longo da mostra, com 174 minutos, e passa em 7 e 25 de novembro. “Os Noivos”, de 1941, é a única sessão com classificação livre; os demais títulos têm indicação de 14, 16 ou 18 anos.
Como pegar o ingresso gratuito do CCBB
Os ingressos são gratuitos e liberados a partir das 9h do dia de cada sessão, na bilheteria do CCBB e no site bb.com.br/cultura. O CCBB atende pelo telefone (11) 4297-0600 e funciona das 9h às 20h, exceto às terças.
O centro cultural fica na Rua Álvares Penteado, 112, a cinco minutos a pé da estação São Bento do Metrô. Há estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228, a R$ 14 pelo período de seis horas, com o ticket validado na bilheteria, e uma van gratuita liga o estacionamento ao CCBB das 12h às 21h, com parada no Metrô República na volta.

Quais são os 14 filmes inéditos
Os 14 inéditos incluem “Travessura” (Scherzetto), de Mario Martone, com Toni Servillo e o menino Lorenzo Perrotta. Baseado em obra de Domenico Starnone, o filme acompanha em poucos dias o duelo afetivo entre um avô acostumado à solidão e o neto indomável, dentro de um apartamento e sua varanda. São três sessões: 12 de novembro às 18h, 16 de novembro às 18h e 26 de novembro às 15h30.
“Travessura” passou pela Sala Grande do 83º Festival de Veneza em 10 de setembro. A seleção contemporânea alterna thriller, comédia e drama: “A Lição” traz uma advogada de Trieste que defende um professor acusado de violência sexual; “As Coisas Não Ditas” leva um casal de Roma ao Marrocos; “Baracoa” percorre Cuba com Giancarlo Giannini; “Elena do Gueto” reconstitui a Roma fascista entre 1938 e 1943; “Idda” sobe as encostas do Etna com duas amigas de infância; “Que Deus Perdoe a Todos” coloca um corretor de imóveis sem fé apaixonado por uma católica fervorosa. A curadoria afirma que a seleção reúne diretores consagrados e quatro estreantes.
O que é a retrospectiva Itália em Cena
A retrospectiva reúne sete clássicos rodados entre 1941 e 1960, escolhidos por fazerem do território uma força dramática, e não um fundo de cartão-postal. Roma aparece como epicentro das tensões modernas, o Sul como mito, a província como memória e o litoral como fronteira.
Fellini assina dois títulos: “A Doce Vida” (1960), com Marcello Mastroianni e Anita Ekberg na Via Veneto, e “Os Boas-Vidas” (1953), com Alberto Sordi e um grupo de amigos que adia a vida adulta numa cidade litorânea. Roberto Rossellini comparece duas vezes, com “Stromboli, Terra di Dio” (1950) e “Viagem à Itália” (1954), ambos estrelados por Ingrid Bergman. Fecham a lista “Arroz Amargo” (Giuseppe De Santis, 1949), com Silvana Mangano nos arrozais do Piemonte; “A Provinciana” (Mario Soldati, 1953), com Gina Lollobrigida; e “Os Noivos” (Mario Camerini, 1941), adaptação do romance de Alessandro Manzoni.
Quais filmes não entram no streaming
O festival também é online: parte da programação fica disponível de graça no site do evento, para todo o Brasil, de 5 de novembro a 1º de dezembro. Nem tudo, porém, chega à tela de casa. “A Vida é Assim”, “Travessura”, “Breve História de Amor”, “O Som das Coisas Novas” e “O Filho Desejado” têm exibição apenas presencial.
Em todo o país, a 21ª edição leva 24 filmes a 122 espaços de exibição em 88 cidades, segundo o site do festival. Em São Paulo, além do CCBB, a lista de espaços inclui o Sesc Pompeia, o Cinusp (o cinema da USP), o Cine Favela Heliópolis, o Istituto Italiano di Cultura, o Belas Artes e o Cinépolis Jardim Pamplona. Em setembro, o mesmo CCBB exibiu 36 filmes brasileiros de graça, e a cidade mantém cinema com desconto ao longo do ano, como na Semana do Cinema.
Três dos dez clássicos da retrospectiva não aparecem na grade do CCBB: “Pão e Tulipas” (Silvio Soldini, 2000), “Noites de Verão” (Lina Wertmüller, 1986) e “A Esposa de Férias e a Amante na Cidade” (Sergio Martino, 1980).
O festival é realizado pela Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (ITALCAM), em colaboração com a Embaixada da Itália no Brasil, sua rede de consulados e os Institutos Italianos de Cultura. Foi idealizado pelo produtor Nico Rossini e tem direção e curadoria de Erica Bernardini. “O cinema tem uma maneira única de aproximar países, não apenas porque atravessa fronteiras, mas porque nos permite reconhecer no outro paisagens, sentimentos e histórias que também nos pertencem”, afirma o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese. “Chegar à 21ª edição reafirma a maturidade de um festival que construiu uma ponte afetuosa e sólida com o público brasileiro”, diz Erica.