Marcelo Romagnoli, diretor teatral e dramaturgo com 34 anos de carreira, leva ao público infantil Cia. Bendita com cinco espetáculos gratuitos no Teatro Cacilda Becker a partir de 10 de outubro, como parte das celebrações do mês das crianças.
Ao lado da co‑fundadora Jackie Obrigon, Romagnoli apresenta a programação que inclui adaptações de suas peças, como a 2012 Terremota, além de obras originais que compõem o repertório da companhia.
O dramaturgo também destaca seus dois livros infantis publicados pela Companhia das Letrinhas: “Os Mundos de Teresa” (36 páginas, R$ 67,90) e “Terremota” (72 páginas, R$ 67,90), última edição que adapta a peça encenada em 2012.
Romagnoli afirma que “Não existe uma formação para dramaturgia, muito menos voltada para as crianças. Isso é um vácuo lamentável na formação. Então, a gente aprende fazendo” e pontua que o teatro infantil abre caminho para a literatura e desenvolve a emoção que a escola curta.
Em 27 de outubro, a companhia segue ao Centro Cultural São Paulo com a Mostra Panorama – Que História é Essa?, oferecendo leituras encenadas e mesas de debate, também gratuitas, para famílias e educadores.
Ele recorda que o teatro infantil ganhou força a partir da década de 70, citando a influência de Maria Clara Machado e o papel das políticas públicas dos anos 2000 que fortaleceram grupos como o seu, embora ainda enfrente retrocessos e necessidade de apoio constante.
Romagnoli ainda relembra o legado de Tatiana Belinky e Júlio Gouveia, criadores do Teatro Escola de São Paulo, que foram pioneiros ao adaptar obras de Monteiro Lobato para a televisão, mostrando a importância de resgatar autores além de Machado.