Servidores da saúde e educação em São Paulo estão enfrentando altos índices de adoecimento mental e físico. Segundo uma pesquisa, cerca de 98% dos servidores da educação e 80% dos profissionais da saúde relatam problemas de adoecimento relacionados ao trabalho.
Os problemas de saúde mental, como insônia, distúrbios do sono, depressão e burnout, são comuns entre os servidores. Além disso, muitos relatam problemas físicos, como dores musculares e articulares, problemas de pressão arterial e doenças cardíacas. Cerca de 25% dos afastamentos na área da educação e 16% na saúde são provocados por adoecimento mental.
O estudo aponta que o adoecimento dos profissionais está relacionado às características do trabalho nas áreas de serviço, que envolvem atendimento direto ao público e necessidade constante de adaptação para cumprir demandas. Além disso, a desvalorização social da profissão de educador também é um fator que contribui para o aumento do estresse e do adoecimento.
O impacto do adoecimento não é apenas individual, mas também afeta o sistema como um todo. Servidores que precisam se afastar do trabalho muitas vezes retornam com menor produtividade e níveis mais elevados de ansiedade. Além disso, a redução do quadro de funcionários e a sobrecarga dos profissionais que permanecem em atividade também são consequências do adoecimento.
o adoecimento mental é um tabu em muitos ambientes de trabalho, o que pode dificultar a busca por ajuda e o retorno ao trabalho após um afastamento. Portanto, é fundamental que as instituições de saúde e educação implementem políticas e programas para prevenir e tratar o adoecimento mental e físico dos servidores.