A equipe de inteligência analítica da Serasa Experian identificou uma nova estratégia de fraude de identidade batizada de “golpe do sósia”. O método usa tecnologia de comparação facial para localizar pessoas com traços físicos semelhantes aos dos próprios criminosos e, a partir desse pareamento, tentar passar pela validação biométrica em cadastros e sistemas de autenticação.
O alerta faz parte do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026, publicação periódica da Serasa Experian que reúne os golpes identificados pelo setor de inteligência da empresa. De acordo com a análise, a tática aproveita a popularização de ferramentas de reconhecimento facial e a oferta de bancos de dados com imagens públicas para encontrar “sósias” dos fraudadores.
O golpe funciona em etapas, segundo a descrição da Serasa Experian. Primeiro, os criminosos levantam imagens de rostos disponíveis em redes sociais ou cadastros vazados. Em seguida, algoritmos de comparação facial cruzam esses arquivos com a foto do fraudador. Quando o sistema encontra alguém com alta similaridade biométrica, o golpista usa documentos e dados pessoais dessa terceira pessoa para abrir contas, contratar crédito ou validar acessos.
A Serasa Experian alerta que a técnica aumenta o risco de negativação indevida para o cidadão que teve a imagem e os dados aproveitados sem autorização. A empresa orienta que pessoas vítimas de suspeita desse tipo de fraude devem abrir boletim de ocorrência, contestar registros nos birôs de crédito e acionar o canal oficial da instituição financeira onde o cadastro irregular foi aberto.
Além do “golpe do sósia”, o Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026 reúne outras tendências acompanhadas pela inteligência analítica da Serasa Experian ao longo do período. A publicação funciona como termômetro para empresas, bancos e órgãos de defesa do consumidor ajustarem seus sistemas antifraude e revisarem processos de validação biométrica.