Nesta quarta-feira (16), Paraisópolis comemora 105 anos com uma programação que reúne serviços de saúde, vagas de emprego, exames, atendimentos sociais e atrações culturais para os moradores da comunidade, na Zona Sul de São Paulo. As atividades serão realizadas no Pavilhão do G10 Favelas, localizado na rua Itamotinga, 100.
A celebração reúne ações ao longo do dia, divididas entre palco e área externa. Além das apresentações, moradores poderão buscar vagas de emprego na construção civil, fazer exame de vista, realizar testes rápidos e receber atendimento relacionado ao Cadastro Único e ao CATE.
Emprego, saúde e serviços para os moradores
A programação vai além das atividades culturais e terá uma frente dedicada à prestação de serviços. Entre os atendimentos anunciados estão oportunidades de emprego na área da construção civil e a presença do CATE (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo), serviço da Prefeitura de São Paulo voltado à intermediação de mão de obra e orientação profissional.
Na área de saúde, estão previstos carros de atendimento e serviços de saúde, exame de vista e testes rápidos. O público também poderá buscar atendimento relacionado ao Cadastro Único, instrumento utilizado para identificação das famílias de baixa renda e acesso a diferentes programas sociais.
Serviços e atendimentos
- Vagas de emprego na área da construção civil;
- carros e serviços de saúde;
- exame de vista;
- atendimento para o Cadastro Único;
- atendimento do CATE;
- testes rápidos.
Palco terá moda, cultura e ações voltadas às mulheres
As atividades no palco começam às 9h45, com a abertura da programação. Às 10h, Carlos Silva participa da atividade Revitaliza Comunidades.
Às 10h30, está previsto o lançamento da FEPAM Cultural, com Nazareno. Na sequência, às 11h, será apresentado o Case Cria Brasil.
A programação retorna às 14h com o Favela Fashion, que terá desfile e entrega de certificados do Costurando Sonhos. Às 15h, a agenda prevê a atividade Saúde da Mulher, com Bayer e Flávia.
Às 16h, acontece a intervenção Paraisópolis das Artes. O encerramento está marcado para 16h50, com a Unidos de Paraisópolis.
Confira a programação do palco
9h45 – Abertura
10h às 10h30 – Carlos Silva – Revitaliza Comunidades
10h30 – Lançamento FEPAM Cultural – Nazareno
11h – Case Cria Brasil
14h – Favela Fashion – desfile e entrega de certificados do Costurando Sonhos
15h – Saúde da Mulher – Bayer / Flávia
16h – Intervenção Paraisópolis das Artes
16h50 – Encerramento – Unidos de Paraisópolis
Oficinas e atividades na área externa
A área externa também terá programação durante o dia. Das 9h às 16h, Igor participa do Salão a Céu Aberto.
Às 10h, a Agro Favela promove oficinas de sabonetes e velas, com Jaqueline. Uma oficina de vidro, com Marco, está marcada para 10h30. Às 14h, Jaqueline participa da atividade Colheita Agro Favela. A programação divulgada também prevê venda de pudins por Zuleide.
Área externa
9h às 16h – Igor – Salão a Céu Aberto
10h – Agro Favela – oficinas de sabonetes e velas, com Jaqueline
10h30 – Oficina de Vidro – Marco
14h – Colheita Agro Favela – Jaqueline
Venda de pudins – Zuleide
Como Paraisópolis se tornou uma das mais importantes favelas de São Paulo
A história de Paraisópolis remonta ao ano 1921, quando parte da antiga Fazenda do Morumbi foi dividida em 2.200 lotes pela União Mútua Companhia Construtora e Crédito Popular. À época, a infraestrutura planejada não chegou a ser completamente implantada, e muitos compradores não ocuparam de fato aqueles terrenos.
Foi a partir deste episódio que a ocupação informal começou a ganhar forma nas décadas seguintes. Nos anos 1950, posseiros passaram a utilizar terrenos da região para atividades rurais. Veio então a expansão imobiliária do Morumbi e a abertura de novos acessos, que aumentaram a valorização do entorno a partir dos anos 1960.
Entre as décadas de 1970 e 1980 a ocupação da comunidade se intensificou em meio a um movimento populacional que fez de Paraisópolis uma das maiores favelas do país. O crescimento da região, que hoje abriga endereços como o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, e o estádio Cícero Pompeu de Toledo, criou demanda por trabalhadores, especialmente na construção civil, ao mesmo tempo em que aumentou a migração para Paraisópolis.
Mais de um século depois do loteamento original, Paraisópolis tornou-se uma das mais conhecidas comunidades da capital paulista e, por que não, do país. Em meio à trajetória de milhares de brasileiros, a favela mais populosa de São Paulo (cerca de 58,5 mil pessoas, segundo dados do IBGE) ostenta uma história marcada pela organização de seus moradores, pelos comércios que movimentam a economia local e por iniciativas sociais e culturais que transformaram suas ruas e vielas em um rico polo de criatividade e potências na Zona Sul da capital paulista.
Aniversário de 105 anos de Paraisópolis
Local: Pavilhão do G10 Favelas
Endereço: Rua Itamotinga, 100 – Paraisópolis, São Paulo
Programação: atividades culturais, oficinas, serviços de saúde, exame de vista, testes rápidos, vagas de emprego na construção civil, Cadastro Único e atendimento do CATE
Entrada: gratuita