Paraisópolis, São Paulo quarta-feira, 15 de abril de 2026
Comunidade

Jovens da periferia do Recife gravam curtas sobre fome e cultura em imersão audiovisual

A Prefeitura do Recife realiza neste sábado (28), a partir das 10h, uma imersão prática em produção audiovisual para cerca de 60 jovens da periferia, no Compaz Dom Hélder Câmara, no bairro de Joana Bezerra. A atividade integra o projeto Fala que Alimenta – Formação em Comunicação e Engajamento sobre Alimentação Adequada e Saudável para Juventudes, considerado iniciativa pioneira no país ao unir comunicação, direito à alimentação e protagonismo juvenil.

Com seis horas de duração, o módulo tem como tema “Produção audiovisual: do roteiro à edição” e combina teoria e prática em fotografia, vídeo e edição. Os participantes, jovens de 18 a 29 anos de diferentes bairros e comunidades periféricas do Recife, aprenderão conceitos básicos de roteiro, narrativas criativas, planejamento, storyboard, além de técnicas de cortes, transições e trilhas sonoras para qualificar a produção de conteúdos. A programação inclui ainda uma aula de campo no espaço de convivência do metrô, na Estação Joana Bezerra, na comunidade do Coque, para exercitar o olhar sobre o território e registrar cenas do cotidiano.

A formação é promovida pela Prefeitura do Recife com apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da organização Umane, com execução da Angola Comunicação. A facilitadora do módulo é Flora Rodrigues, coordenadora da Rede Tumulto e integrante do núcleo operativo da Coalizão de Mídias Periféricas, Faveladas, Quilombolas e Indígenas, que destaca o audiovisual como ferramenta de mobilização juvenil e construção de narrativas sobre o direito à alimentação a partir da perspectiva de cada território.

Com duração total de seis meses, a formação do Fala que Alimenta combina encontros presenciais e virtuais e será concluída em abril, com um momento de celebração e entrega de certificados. Ao longo do percurso, o projeto incentiva os jovens a reconhecer o próprio território, a memória e as experiências de vida como fontes legítimas para criar conteúdo, fortalecendo o protagonismo das periferias na promoção da alimentação adequada e saudável e preparando os participantes para ocupar redes digitais e espaços públicos com suas histórias e vivências comunitárias.

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Redação Espaço do Povo
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Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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