Feira acontece nos dias 4 e 5 de novembro, no Pavilhão do G10 Favelas, com vagas na construção civil e painel com Bete França
Paraisópolis recebe, nos dias 4 e 5 de novembro, a Constru Favela 2026, feira que vai reunir empresas da construção civil, trabalhadores e representantes do setor no Pavilhão do G10 Favelas, na zona sul de São Paulo. O evento acontece das 9h às 17h, com oferta de vagas de emprego, troca de experiências e atividades voltadas ao desenvolvimento profissional.
Idealizada por Carlos Silva, fundador da Revitaliza Comunidades, a iniciativa busca aproximar as empresas dos profissionais das periferias e ampliar o acesso ao mercado de trabalho. A abertura coincide com o Dia da Favela, celebrado em 4 de novembro, e reforça a proposta de reconhecer as comunidades como territórios que produzem conhecimento, trabalho e desenvolvimento econômico.
“A Constru Favela nasce com o propósito de criar pontes entre as grandes empresas da construção civil e os profissionais das comunidades. Queremos mostrar que as favelas também são territórios de talentos, conhecimento e oportunidades. Reunir empresas, gerar conexões e abrir portas para o mercado de trabalho é uma forma concreta de contribuir para o desenvolvimento desses territórios”, afirma Carlos Silva.
Entre as empresas e instituições confirmadas estão Dryko Impermeabilização, SindusCon-SP, Seconci-SP, Plano&Plano, Krona, Bueno Netto, Makistal Sistemas Prediais, Suvinil, MPD Engenharia, Tintas Eucatex, Cascola e Votorantim. A participação dessas organizações busca facilitar o contato entre trabalhadores, fornecedores e empregadores.
A programação também contará com um painel com Elizabete França, conhecida como Bete França, apresentada pela organização como secretária municipal de Urbanismo. Além das discussões, a feira terá oferta de vagas para profissionais da construção civil, conectando quem procura emprego às empresas que precisam contratar.
A realização em Paraisópolis coloca o território no centro desse encontro entre empresas e trabalhadores. Para Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas, ampliar essas conexões é uma forma de reconhecer a contribuição econômica das comunidades e criar novas possibilidades de geração de renda.
“A favela não pode ser vista apenas como um lugar que precisa de oportunidades, mas também como um território que produz talentos, movimenta a economia e contribui para o crescimento do país. Quando aproximamos as empresas dos profissionais das comunidades, criamos caminhos para a geração de renda, a inclusão produtiva e a construção de um futuro com mais prosperidade para todos”, destaca Gilson.