Paraisópolis, São Paulo sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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Alunos de história da UFRJ pedem afastamento de estudante após símbolo nazista em aula

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) instaurou uma comissão de sindicância para investigar a agressão a um estudante ocorrida na noite de terça-feira (25). O episódio aconteceu no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e no Instituto de História, localizados no centro do Rio, após um aluno supostamente fazer apologia ao nazismo. A instituição determinou a apuração dos fatos diante da gravidade do ocorrido.

Relatos de estudantes indicam que um aluno do curso de história entrou em sala de aula utilizando uma camiseta com o símbolo nazista. O estudante teria debochado dos colegas que solicitaram sua saída, momento em que foi retirado do local à força. Esse conflito gerou debates entre as direções dos institutos e representantes discentes desde quarta-feira (26) para encontrar formas de enfrentar a intolerância e evitar que a escalada de conflitos aumente.

As direções dos dois institutos envolvidos repudiaram qualquer manifestação de caráter nazista, racista ou homofóbico, além de afirmarem que também apuram a situação. A UFRJ reforçou em nota oficial que repudia a apologia ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo, ao machismo e a todas as formas de discriminação. A universidade sustenta que a defesa da democracia e dos direitos humanos deve ser intransigente, mas ressalta que agressões não podem ser aceitas como resposta a provocações ou divergências.

O Centro Acadêmico de História da UFRJ tomou medidas concretas ao solicitar o afastamento do aluno envolvido no episódio. A entidade estudantil também pediu a disponibilização de um carro da segurança da universidade para realizar a vigilância do espaço acadêmico. Para organizar a resolução do conflito, o grupo defende a realização de uma reunião conjunta entre professores e estudantes da unidade.

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Redação Espaço do Povo
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Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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