O início do ano sempre foi um momento decisivo para o consumo no Brasil. Entre reorganizar a rotina da casa, planejar o orçamento e retomar compromissos, a volta às aulas se consolida como um dos principais gatilhos de decisão de compra no primeiro trimestre — especialmente no setor de tecnologia. Mas algo importante mudou na forma como o brasileiro se relaciona com esse consumo.
No universo de compra dos smartphones, por exemplo, a decisão de compra deixou de ser impulsiva e passou a ser estratégica. Na prática, isso significa famílias cada vez mais cuidadosas ao avaliar o que realmente faz sentido levar para casa, avaliando não somente o preço no momento de compra, mas também garantias e benefícios que garantam um tempo mínimo de vida para seus aparelhos. A pesquisa Tecnologia Chinesa 2025, conduzida pela IPSOS a pedido da JOVI, confirma esse movimento: 86% dos brasileiros consideram o pós-venda determinante na escolha de um smartphone, enquanto 37% afirmam manter o mesmo aparelho por mais de dois anos.
Esses dados revelam um consumidor mais consciente, que não compra apenas um dispositivo, mas investe em uma solução que precisa funcionar bem ao longo do tempo – algo especialmente relevante para quem organiza o orçamento mês a mês.
Nesse contexto, a volta às aulas vai muito além da troca de material escolar ou da atualização de equipamentos. Ela se torna um momento de reflexão sobre planejamento financeiro, durabilidade e uso responsável da tecnologia — valores cada vez mais presentes na jornada de compra das famílias brasileiras.
O smartphone, hoje, ocupa um papel central na rotina educacional. Em muitas casas, ele é o principal – e às vezes o único – dispositivo digital disponível. É por meio dele que alunos acessam plataformas de aprendizado, se comunicam com escolas e professores, organizam horários, registram conteúdos, participam de atividades extracurriculares e fazem tarefas.
A mesma pesquisa citada anteriormente mostra que o brasileiro passou a valorizar atributos que sustentem o uso prolongado do aparelho: bateria que dure mais de um dia, resistência a quedas, qualidade real de câmera e suporte eficiente quando algo não funciona como esperado. São critérios práticos, conectados à vida real, e não apenas à ficha técnica.
Essa mudança fica ainda mais evidente quando observamos que sete em cada dez brasileiros já ficaram sem bateria em um momento importante. Não é coincidência que autonomia deixou deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico. Especialmente em rotinas intensas como a de estudantes, professores e pais que dependem do celular ao longo de todo o dia.
É nesse cenário que o consumo consciente ganha protagonismo. Planejar a compra de um smartphone para o início do ano letivo passa a ser uma decisão racional, alinhada ao uso real do produto e às prioridades da família. Essa maturidade reflete um Brasil que aprendeu a avaliar tecnologia com mais critério e menos impulso.
Outro dado relevante da pesquisa IPSOS revela que 69% dos brasileiros têm uma percepção positiva sobre produtos tecnológicos chineses, e 74% acreditam que a qualidade desses produtos melhorou nos últimos cinco anos. Essa mudança amplia as opções para o consumidor e estimula uma concorrência mais saudável, baseada em valor percebido, e não apenas em preço.
A China passou a ser associada à inovação prática, especialmente em áreas como baterias, fotografia e durabilidade. Não por acaso, 42% dos entrevistados consideram o país referência em baterias potentes, um atributo diretamente conectado às demandas do período escolar.
Falar de volta às aulas é, inevitavelmente, falar de educação. E isso inclui educação financeira e digital. Escolher um smartphone que acompanhe o estudante ao longo do ano — e, idealmente, por vários anos — é uma decisão que ensina planejamento, responsabilidade e uso consciente da tecnologia.
Mais do que vender dispositivos, o papel das marcas neste momento é oferecer soluções coerentes com a realidade do consumidor brasileiro. Produtos que façam sentido no cotidiano, que respeitem o orçamento familiar e que entreguem uma experiência consistente ao longo do tempo. Em um cenário onde cada decisão conta, consumir com consciência também é uma forma de investir no futuro.