Paraisópolis, São Paulo quarta-feira, 15 de abril de 2026
✍️ OPINIÃO Este é um artigo de opinião. As ideias expressas são de responsabilidade do autor.

Natal é o momento de construir relevância, não apenas vendas

💚 Colaborador Voluntário

Jorge Gloss

📅 08 dez 2025 ⏱️ 2 min de leitura

O Natal segue como o momento mais decisivo do varejo brasileiro. Em 2025, a expectativa é de que a data movimente R$ 84,9 bilhões, segundo a CNDL em parceria com o SPC Brasil — com 124 milhões de consumidores planejando ir às compras e 76% deles dispostos a presentear alguém. Esses números confirmam: o fim do ano não é apenas uma alta sazonal, mas uma grande oportunidade para marcas que desejam ampliar sua presença e construir conexões mais significativas.

Ao mesmo tempo, o consumidor chega ao período mais informado e mais exigente. A jornada de compra, antes linear, tornou-se omnichannel: ele pesquisa online, compara preços, consulta reviews, decide em casa e finaliza na loja — ou faz exatamente o caminho inverso. Um levantamento recente mostra que grande parte dos brasileiros pretende comprar online e retirar na loja física nesta temporada, reforçando a necessidade de uma experiência fluida entre canais.

Esse movimento se conecta a uma tendência global: a crescente participação do digital nas vendas de fim de ano e o avanço do smartphone como principal ferramenta de consumo. Projeções internacionais indicam que o e-commerce de Natal deve registrar um dos crescimentos mais acelerados desde 2021, impulsionado por dispositivos móveis. O smartphone é, ao mesmo tempo, vitrine, comparador, meio de pagamento e até ponto de venda — e isso muda completamente a dinâmica de escolha do consumidor.

No setor de eletrônicos e smartphones, esse comportamento se traduz em prioridades claras. Recursos como câmeras mais inteligentes, bateria de longa duração e resistência aprimorada tornam-se ainda mais relevantes no fim do ano, período marcado por viagens, encontros e registros de momentos especiais. A tecnologia passa a cumprir um papel emocional: ela ajuda a contar histórias. E marcas que entendem esse valor deixam de competir apenas por especificações técnicas e passam a disputar espaço no imaginário do consumidor.

O Natal, portanto, não deve ser tratado como uma corrida por atenção baseada apenas em descontos. Ele é o maior palco do ano para reforçar identidade, traduzir propósito e comunicar relevância. Quem ganha a mente e o coração do consumidor em dezembro tende a permanecer presente em janeiro, fevereiro e além.

Vender faz parte do jogo — mas construir valor é o que sustenta a próxima temporada.

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Este artigo foi escrito por um colaborador voluntário

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