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Último debate às 21h30: as regras da noite e por que ele é na sexta-feira; Saiba onde assistir

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, em imagens de arquivo
Lula e Flávio Bolsonaro, que se enfrentam no último debate antes da votação: imagens de arquivo – Ricardo Stuckert/Planalto e Senado Federal

A TV Globo realiza nesta sexta-feira (23), às 21h30, o último debate presidencial antes da votação de domingo (25), entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro, marcado na semana passada, é mediado pelo jornalista César Tralli, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e começa logo depois do Jornal Nacional.

O primeiro confronto do segundo turno aconteceu no domingo (18), quando os dois trocaram acusações sobre corrupção e discutiram segurança, saúde, custo de vida e jornada de trabalho. Os principais momentos daquele debate giraram em torno de investigações e de familiares dos candidatos.

A data desta noite não é escolha livre da emissora. A Lei nº 9.504/97, que organiza as eleições, determina no artigo 49 que, no segundo turno, as emissoras de rádio e televisão reservem horário de propaganda eleitoral gratuita até a antevéspera do pleito. Com a votação marcada para domingo (25), a antevéspera é esta sexta-feira.

Quem define o formato do debate é o artigo 46 da mesma lei. O parágrafo 4º estabelece que o evento segue regras acertadas em acordo entre os partidos políticos e a empresa que o realiza, com ciência à Justiça Eleitoral. O inciso III prevê sorteio do dia e da ordem de fala, salvo se houver acordo em outro sentido.

Nesta noite, o debate tem quatro blocos, três com temas determinados e um livre, além das considerações finais. A ordem das perguntas é definida por sorteios ao vivo, e a dinâmica foi montada para aprofundar as propostas para o governo federal.

ÚLTIMO DEBATE ANTES DO VOTO 21h30 início, logo depois do Jornal Nacional Fonte: formato divulgado nesta sexta-feira (23)

No primeiro bloco, são seis rodadas de perguntas sobre diferentes regiões do país e um tema prioritário de âmbito nacional. Cada candidato tem três minutos por rodada, divididos entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.

No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolhem os temas das perguntas entre as opções exibidas no telão, com a mesma divisão de tempo. Quem está com a palavra pode circular pelo cenário; o adversário permanece no púlpito até a sua vez.

O quarto bloco é de tema livre. Cada candidato tem oito minutos de fala, sem limite de intervenções, e pode se movimentar à vontade pelo próprio lado do cenário.

A noite do debate, bloco por bloco — Fonte: formato divulgado pela emissora
Bloco Como funciona Tempo
1º Seis rodadas sobre regiões do país e um tema nacional prioritário 3 min por rodada
2º e 3º Candidato escolhe o tema no telão e circula pelo cenário 3 min por rodada
4º Tema livre, sem limite de intervenções 8 min para cada
Depois Entrevistas coletivas na sala de imprensa 10 min para cada

A transmissão ao vivo é feita pela TV Globo, pela GloboNews, pelo g1 e pelo Globoplay. Depois do debate, os candidatos participam de entrevistas coletivas de dez minutos cada na sala de imprensa, em ordem definida por sorteio: Lula primeiro, Flávio em seguida.

O Jornal da Globo, com Renata Lo Prete, exibe análises do desempenho dos dois logo depois do encontro. A checagem das declarações começa durante o debate e continua pela madrugada, com as verificações publicadas conforme cada frase é conferida.

Uma regra pouco lembrada está no parágrafo 1º do artigo 46: para realizar um debate sem a presença de um candidato, a emissora precisa comprovar que o convidou com pelo menos 72 horas de antecedência. Com dois candidatos no segundo turno, o palco desta noite tem os dois, e o acordo entre as campanhas define o que cada um pode fazer com o tempo de fala.

Para quem vai votar no domingo, esta é a última oportunidade de ver os dois no mesmo cenário. A íntegra da Lei nº 9.504/97 está publicada no site do Planalto e sustenta tanto a data desta noite quanto o fim da propaganda gratuita na antevéspera.

Redação Cria Brasil
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Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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