A TV Globo realiza nesta sexta-feira (23), às 21h30, o último debate presidencial antes da votação de domingo (25), entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro, marcado na semana passada, é mediado pelo jornalista César Tralli, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e começa logo depois do Jornal Nacional.
O primeiro confronto do segundo turno aconteceu no domingo (18), quando os dois trocaram acusações sobre corrupção e discutiram segurança, saúde, custo de vida e jornada de trabalho. Os principais momentos daquele debate giraram em torno de investigações e de familiares dos candidatos.
A data desta noite não é escolha livre da emissora. A Lei nº 9.504/97, que organiza as eleições, determina no artigo 49 que, no segundo turno, as emissoras de rádio e televisão reservem horário de propaganda eleitoral gratuita até a antevéspera do pleito. Com a votação marcada para domingo (25), a antevéspera é esta sexta-feira.
Quem define o formato do debate é o artigo 46 da mesma lei. O parágrafo 4º estabelece que o evento segue regras acertadas em acordo entre os partidos políticos e a empresa que o realiza, com ciência à Justiça Eleitoral. O inciso III prevê sorteio do dia e da ordem de fala, salvo se houver acordo em outro sentido.
Nesta noite, o debate tem quatro blocos, três com temas determinados e um livre, além das considerações finais. A ordem das perguntas é definida por sorteios ao vivo, e a dinâmica foi montada para aprofundar as propostas para o governo federal.
No primeiro bloco, são seis rodadas de perguntas sobre diferentes regiões do país e um tema prioritário de âmbito nacional. Cada candidato tem três minutos por rodada, divididos entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.
No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolhem os temas das perguntas entre as opções exibidas no telão, com a mesma divisão de tempo. Quem está com a palavra pode circular pelo cenário; o adversário permanece no púlpito até a sua vez.
O quarto bloco é de tema livre. Cada candidato tem oito minutos de fala, sem limite de intervenções, e pode se movimentar à vontade pelo próprio lado do cenário.
| Bloco | Como funciona | Tempo |
|---|---|---|
| 1º | Seis rodadas sobre regiões do país e um tema nacional prioritário | 3 min por rodada |
| 2º e 3º | Candidato escolhe o tema no telão e circula pelo cenário | 3 min por rodada |
| 4º | Tema livre, sem limite de intervenções | 8 min para cada |
| Depois | Entrevistas coletivas na sala de imprensa | 10 min para cada |
A transmissão ao vivo é feita pela TV Globo, pela GloboNews, pelo g1 e pelo Globoplay. Depois do debate, os candidatos participam de entrevistas coletivas de dez minutos cada na sala de imprensa, em ordem definida por sorteio: Lula primeiro, Flávio em seguida.
O Jornal da Globo, com Renata Lo Prete, exibe análises do desempenho dos dois logo depois do encontro. A checagem das declarações começa durante o debate e continua pela madrugada, com as verificações publicadas conforme cada frase é conferida.
Uma regra pouco lembrada está no parágrafo 1º do artigo 46: para realizar um debate sem a presença de um candidato, a emissora precisa comprovar que o convidou com pelo menos 72 horas de antecedência. Com dois candidatos no segundo turno, o palco desta noite tem os dois, e o acordo entre as campanhas define o que cada um pode fazer com o tempo de fala.
Para quem vai votar no domingo, esta é a última oportunidade de ver os dois no mesmo cenário. A íntegra da Lei nº 9.504/97 está publicada no site do Planalto e sustenta tanto a data desta noite quanto o fim da propaganda gratuita na antevéspera.