O Ministério da Saúde começou a distribuir a insulina glargina gratuitamente pelo SUS em 21 estados brasileiros. Até agora, foram enviados 358,5 mil tubetes do medicamento para unidades de saúde de São Paulo, Amapá, Paraíba, Paraná, Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Piauí, Minas Gerais e Bahia.
A substituição da insulina NPH — de ação intermediária e mais antiga — pela glargina — de ação prolongada e moderna — beneficia pacientes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou 2. A mudança busca facilitar o tratamento, já que a glargina dura cerca de 24 horas e, na maioria dos casos, é aplicada apenas uma vez ao dia.
Para ter acesso ao medicamento, o paciente deve apresentar prescrição médica em qualquer Unidade Básica de Saúde. A insulina glargina foi incorporada ao SUS em 2019, mas só agora chega à rede pública em larga escala. Até o fim de julho, o Ministério da Saúde enviará remessas para Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Tocantins.
A iniciativa atende a uma demanda antiga de quem depende do sistema público de saúde. A insulina NPH, embora classificada como de ação intermediária, muitas vezes não mantém o efeito por 24 horas, obrigando os pacientes a fazerem duas ou três aplicações diárias. Com a glargina, o tratamento tende a ser mais simples e pode melhorar a adesão dos pacientes ao controle da doença.
A distribuição começou em fevereiro e março em quatro estados como projeto-piloto: Amapá, Paraíba, Paraná e Distrito Federal. O DF não recebeu novos tubetes agora porque já tem estoque suficiente para atender a população elegível. A expectativa é que, com a ampliação do acesso, mais pessoas consigam controlar o diabetes de forma mais prática e eficiente.