A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e a Polícia Civil descartaram a existência de um serial killer na capital paulista. A negativa veio depois que a localização de corpos em vias públicas, terrenos baldios e áreas de vegetação gerou uma onda de teorias nas redes sociais.
Ao menos nove casos com características de execução estão sob investigação. Seis deles se destacam pela repercussão entre setembro e outubro, com registros nas zonas Sul, Leste e Norte da cidade.
O primeiro cadáver foi encontrado por garis no dia 5 de setembro, amarrado e ensacado no Jabaquara, na Zona Sul. Cinco dias depois, em 10 de setembro, dois corpos foram localizados na Zona Leste em um intervalo inferior a 24 horas: um no bairro Colônia, amarrado em um cobertor com sacos na cabeça, e outro feminino na Vila Chuca, em um saco plástico, com ferimentos de tiros.
Em 19 de setembro, o corpo de Murilo Sanches dos Santos foi achado esquartejado em sacolas no Jaçanã, na Zona Norte. Oito dias depois, uma cabeça humana foi encontrada em uma praça no Jardim São Luís, na Zona Sul. Em 2 de outubro, um homem amarrado com fita adesiva dentro de um saco plástico foi localizado na ciclovia do Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste.
As discussões online ganharam força à medida que usuários passaram a reunir os casos em compilações. A repetição do padrão em que vítimas apareciam amarradas ou empacotadas em tecidos e plásticos fez internautas apontarem um suposto modus operandi único. Perfis questionaram a dinâmica das apurações e cobraram respostas, alegando que a coincidência de datas e métodos indicaria uma mesma autoria.
Em nota, a pasta e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informaram que as investigações são conduzidas de forma individualizada. Segundo os órgãos, não há elementos técnicos ou periciais que conectem os crimes entre si. “Até o momento, as apurações não apontam elementos que indiquem ligação entre as ocorrências ou uma mesma autoria”, declarou a SSP.
A secretaria explicou ainda que o fato de os corpos estarem em sacos plásticos ou tecidos não configura a assinatura de um mesmo criminoso. Trata-se, segundo a pasta, de uma prática recorrente adotada por diferentes autores para facilitar o transporte e a ocultação de cadáveres.