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Ranking de streaming muda de líder conforme a pergunta

Prime lidera interesse, Netflix lidera assinatura numa pesquisa, YouTube lidera o tempo. Os três rankings podem estar certos.

Na mesma semana, dá para achar três “líderes” do streaming no Brasil. O YouTube lidera o tempo de vídeo. A Netflix lidera um painel de usuários de serviços pagos. O Prime Video lidera o interesse medido por um guia de filmes. Nenhum desses rankings anula o outro. Cada um responde a uma pergunta diferente.

Tempo de tela

O Ibope, pelo Cross Platform View, mede quanto tempo de vídeo foi consumido. Em setembro, nas 15 regiões metropolitanas e em todas as telas, o YouTube teve 22,2%, a Netflix 6,1% e o TikTok 5,5%. A TV linear ainda ficou com 61,8%.

Nos Estados Unidos, a Nielsen faz uma conta parecida, mas só na televisão. Em julho, o YouTube teve 14,2% do tempo de TV e o streaming inteiro, 49%. Comparar 22,2% com 14,2% e concluir que o Brasil “assiste mais YouTube” é erro de método.

Outro recorte de setembro, divulgado por colunistas de TV com fontes de mercado, coloca a Globo em 24,18% e o YouTube em 16,86%, e aponta alcance diário maior para o YouTube (34,7%) do que para a Globo (26,3%). O total digital, 38,2%, bate com o NaTelinha. A fatia do YouTube, não. Trate como outro corte, não como correção do primeiro.

Clique e assinante

O JustWatch, no segundo trimestre de 2026, mediu interesse dentro da própria plataforma: busca, clique em oferta e lista. O Prime Video ficou com 21%, Disney+ com 19% e Netflix com 18%. Não é número de assinantes.

Já a klavi, em estudo para o Omelete, acompanhou usuários ativos de streaming entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo de 2026. A Netflix apareceu com 63,94% desse mercado acompanhado. O próprio executivo da empresa avisou que isso mostra uma opção sempre lembrada, não necessariamente a favorita da maioria. O painel é de centenas de milhares de usuários por trimestre, não o censo do país.

POR

Redação Cria Brasil

Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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