Realizada no CEU Paraisópolis, terceira edição do evento reuniu testagens, orientações médicas, debates e atividades culturais para aproximar os serviços de saúde dos moradores da comunidade.
A equipe da Cria Comunicação esteve presente na terceira edição do OncoCria, evento que reuniu moradores de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, no sábado (17), em uma programação gratuita dedicada à prevenção do câncer, ao diagnóstico precoce e ao acesso à informação em saúde.
Realizado pela OncoLife Care e pelo Grupo Cria Brasil, o encontro aconteceu no CEU Paraisópolis – Marisa Motta, reunindo serviços de saúde, debates com especialistas e atividades culturais. A iniciativa buscou aproximar a população de informações e atendimentos essenciais, especialmente em territórios periféricos.
Prevenção e diagnóstico precoce
Durante todo o o sábado, evento contou com a realização de testes para identificar a presença de tipos do papilomavírus humano associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, além de triagem para mamografia.
Uma unidade móvel também integrou a programação, com oferta de testes rápidos para HIV e sífilis e orientações sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Embora o evento tenha como central questões voltadas à oncologia, os participantes também puderam obter informações sobre a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP), estratégias de prevenção ao HIV, além de esclarecimentos sobre cuidados paliativos e direitos das pessoas em tratamento oncológico.
De acordo com a organização do evento, a proposta foi contribuir para a identificação precoce de doenças e ampliar o conhecimento sobre os serviços disponíveis na rede de saúde.
Importância de falar sobre saúde na periferia
Além dos atendimentos, o OncoCria promoveu conversas com profissionais e especialistas sobre prevenção, alimentação, diagnóstico e os impactos financeiros do câncer na vida dos pacientes e de suas famílias.
Os debates reforçaram a importância de ampliar o acesso à informação em territórios onde dificuldades de deslocamento, renda e acesso aos serviços especializados podem comprometer o acompanhamento da saúde.
Ao reunir diferentes atividades em um mesmo espaço, a iniciativa também procurou fortalecer a relação entre a comunidade e os profissionais da área.