A Justiça de São Paulo inicia nesta terça-feira (28), às 10h30, o júri popular de dois policiais militares acusados de matar Igor Oliveira de Moraes Santos. O julgamento ocorre no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. O crime aconteceu no dia 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis.
Os cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima respondem presos por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação afirma que ambos efetuaram os disparos contra o jovem de 24 anos. O processo pode durar até três dias, conforme informações das partes envolvidas.
Câmeras corporais dos agentes da Polícia Militar registraram a ação no cruzamento das ruas Rudolf Lotze e Pasquale Gualupi. As imagens mostram Igor desarmado e com as mãos erguidas atrás de uma cama antes de ser atingido por dois tiros, um no peito e outro no pescoço. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que a vítima foi executada.
Outros dois policiais, os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, também respondem pelo crime como colaboradores. Esses agentes estão em liberdade e aguardam nova data para julgamento após entrarem com recursos. A equipe pertencia às Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) do 16º Batalhão da PM e alegou realizar patrulhamento contra o tráfico de drogas.
A defesa dos réus afirma que a acusação da Promotoria é frágil. As gravações das câmeras corporais, que os policiais não sabiam estarem funcionando, mostram a invasão de um imóvel e o arrombamento de uma porta. No momento da entrada dos agentes armados, Igor e outros dois rapazes se renderam com as mãos levantadas.