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Cultura

Jovens da Penha e da Maré protagonizam ciclos de dança, cinema e arte na Semana de Arte do Rio

O Observatório de Favelas organiza a primeira edição da Semana de Arte do Rio, oferecendo atividades gratuitas na Penha e no Complexo da Maré de 16 a 27 de setembro. O objetivo é integrar jovens, músicos e moradores em espaços culturais dentro das próprias favelas.

Thaís Vilar, coordenadora da Arena Cultural Dicró, destaca a animação da iniciativa: “Estamos muito animados com essa integração entre a juventude, sobretudo a de músicos, protagonizando o palco da Arena Dicró”. Na sexta‑feira (25), a Penha recebe o Cypher do Passinho, com temática “Baile da Furacão 2000”. No sábado (26), o Galpão Bela Maré apresenta o Onipé Ibeji, dedicado a crianças e às tradições afro‑brasileiras.

Além desses eventos, a programação inclui um ensaio aberto do músico Jefferson Placido e sua banda na quinta‑feira (24) às 10h, e uma oficina de criação de pigmentos a partir da terra do bairro no sábado (26) também às 10h. O filme “Zarafa” será exibido na quarta‑feira (23) às 14h, seguido de roda de conversa sobre contação de histórias. Na quinta‑feira (24) às 11h, haverá atividade de literatura baseada no livro “Caderno de Rimas do João” de Lázaro Ramos.

As exposições também fazem parte da semana: a Galeria L apresenta “Decidi sonhar para não sucumbir” de Pietra Canle, de 22 a 27 de setembro, e a mostra “Imagens do Povo” reúne registros históricos e produções contemporâneas até 26 de setembro. Todas as atividades são gratuitas e de classificação livre.

A curadora do Galpão Bela Maré, Ana V. Lopes, explica: “Ibeji é um Orixá Criança, uma dualidade, o nascimento de um rio que irriga nossos campos germinados para que, em setembro, possamos receber a primavera. Ibeji está ligado não apenas a nós, mas também a todos os orixás”. Além da programação cultural, haverá distribuição de caruru e cachorro‑quente e um show de Preta Queen B Rull.

Com entrada gratuita, a iniciativa permite que moradores de baixa renda acessem cinema, dança, oficinas de arte e culinária, fortalecendo laços comunitários e preservando tradições afro‑brasileiras. A proposta incentiva a aprendizagem de linguagens como hip hop, funk e k‑pop, ampliando oportunidades para jovens artistas.

O Observatório de Favelas planeja continuar a levar projetos culturais às favelas, reforçando a presença de cultura de qualidade nos territórios periféricos. Um evento marcado para domingo (27) cobra ingresso de R$10 (meia) e R$20 (inteira) com classificação a partir de 16 anos, ampliando a diversidade de propostas dentro da semana.

Redação
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Equipe do Espaço do Povo

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