A partir de agora, quem mora sozinho não precisa mais passar por entrevista domiciliar para se inscrever ou atualizar o Cadastro Único (CadÚnico). A mudança vale para as chamadas famílias unipessoais e foi anunciada pelo governo para simplificar o acesso a benefícios sociais.
Com a nova regra, a falta da entrevista não poderá barrar a inscrição, a atualização cadastral ou a manutenção de benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A medida busca reduzir burocracias que muitas vezes atrasam o acesso de quem mais precisa dos programas governamentais.
Para quem vive em periferia, a facilidade pode significar menos deslocamentos e menos tempo gasto em filas. Em comunidades onde o transporte público é caro e demorado, cada etapa a menos no processo de cadastramento ajuda a garantir que as pessoas não desistam de buscar seus direitos. O CadÚnico é porta de entrada para programas como Bolsa Família, auxílio-gás e tarifa social de energia.
A mudança afeta diretamente quem mora sozinho e depende de benefícios para sobreviver. Antes, mesmo com toda a documentação em mãos, a ausência de uma visita do entrevistador poderia atrasar ou até impedir o cadastro. Agora, o processo fica mais ágil, desde que a pessoa apresente as informações corretas e completas no momento da inscrição ou atualização.
O governo não informou prazos para que a nova regra comece a valer em todo o país, mas a orientação é que os postos de atendimento já estejam preparados para aplicar a mudança. Quem se encaixa no perfil de família unipessoal deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo com os documentos necessários para fazer ou atualizar o cadastro.