O Governo do Nepal contabilizou 626 mortos após fortes chuvas e uma avalanche de lama que atingiram a região. Avaliações preliminares indicam que o desastre ocorreu devido ao colapso de uma geleira, que bloqueou um rio e causou inundações repentinas. A atualização do número de vítimas foi divulgada neste sábado (29).
O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, informou que o país não precisa de equipes internacionais de busca e salvamento geral, pois os socorristas nepaleses conduzem as operações. O governo solicitou apoio estrangeiro apenas em áreas onde não possui conhecimento técnico, como o resgate de pessoas presas em túneis de usinas hidrelétricas. A assistência técnica também é necessária para a recuperação de transportes e comunicações em locais com pontes destruídas.
Equipes de resgate localizaram corpos em Nawalparasi e Chitwan, áreas situadas a 100 quilômetros do epicentro do desastre. Khanal relatou que os hospitais locais estão sobrecarregados e não possuem refrigeradores suficientes para o armazenamento das vítimas. Por esse motivo, o país busca ajuda para ampliar a capacidade de conservação de corpos e realizar testes de DNA para a identificação.
A enchente devastou cidades e usinas hidrelétricas próximas à fronteira com a China. Duas dezenas de pontes foram destruídas, comprometendo a mobilidade na região. O governo nepalese pediu que a China e a Índia reabram antecipadamente as rotas de transporte e comunicação afetadas.
O ministro das Finanças do Nepal estimou que a reconstrução da infraestrutura exigirá entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões. Países como Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka, Bangladesh, Índia e China manifestaram interesse em enviar socorro. O órgão de relações exteriores reiterou que a ajuda estrangeira deve se concentrar nos serviços especializados onde o Estado não tem expertise.