Manifestação está marcada para as 11h, com presença prevista de Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Nikolas Ferreira, a uma semana do segundo turno presidencial.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) convocou apoiadores para uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18 de outubro), às 11h. O ato acontece exatamente uma semana depois da mobilização em apoio ao presidente Lula (PT) no mesmo endereço e a sete dias do segundo turno das eleições presidenciais.
A convocação foi divulgada nas redes sociais por Flávio, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também é esperado na manifestação.
A campanha pretende transformar o encontro em uma demonstração de mobilização política na reta final da disputa presidencial, marcada para 25 de outubro.
Quando e onde será o ato de Flávio Bolsonaro?
A manifestação está marcada para domingo, 18 de outubro, às 11h, na Avenida Paulista, em São Paulo.
O evento foi anunciado por Flávio como um “bloquinho 22”, em referência ao número do PL nas urnas. A convocação ganhou força com a participação de Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e outras lideranças políticas próximas ao candidato.
Paulista recebe atos dos dois candidatos em domingos consecutivos
No domingo anterior (11), a Avenida Paulista recebeu a Marcha pela Democracia, manifestação em apoio à reeleição de Lula organizada por movimentos sociais, entidades estudantis, torcidas organizadas e comunidades de fãs de artistas nacionais e internacionais.
O presidente participou do encontro, que reuniu milhares de pessoas e ocupou vários quarteirões da avenida. A manifestação teve participação de jovens e buscou ampliar a mobilização eleitoral para além das estruturas tradicionais dos partidos.
Agora, o espaço será ocupado por apoiadores de Flávio Bolsonaro.
A sequência de manifestações coloca a Paulista no centro da disputa pela mobilização popular. Embora os atos possam produzir imagens de grandes concentrações, o público presente nas ruas não representa, por si só, uma medição da intenção de voto dos brasileiros.
Ricardo Nunes afirmou, ao comentar a convocação, que o encontro não tem como objetivo disputar o número de participantes com a manifestação anterior. Já aliados de Flávio planejam explorar politicamente a comparação entre os dois eventos, inclusive nas redes sociais, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.
Por que a manifestação é importante para o segundo turno?
A votação presidencial será realizada em 25 de outubro. Flávio Bolsonaro e Lula disputam os votos de eleitores que apoiaram outros candidatos no primeiro turno, daqueles que ainda podem mudar de posição e dos que não compareceram às urnas.
A mobilização é especialmente importante em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Como a eleição para governador foi definida no primeiro turno, os eleitores paulistas voltarão às urnas apenas para escolher o presidente da República.
Isso representa um desafio adicional para as campanhas. Sem uma disputa estadual simultânea, partidos e lideranças locais precisam trabalhar para manter o eleitor interessado e estimular sua participação na votação.
A abstenção também entrou no centro das estratégias. Quem deixou de votar no primeiro turno poderá participar normalmente do segundo, mesmo que ainda não tenha justificado a ausência anterior.
A disputa por votos vai além das manifestações
Os dois atos na Avenida Paulista revelam estratégias distintas de mobilização.
A manifestação em apoio a Lula foi impulsionada por movimentos estudantis, coletivos e grupos organizados nas redes sociais. A campanha de Flávio, por sua vez, aposta na participação de lideranças políticas, autoridades locais e apoiadores mobilizados pelo ambiente digital.
Em uma eleição disputada, convencer alguém a comparecer às urnas pode ser tão importante quanto conquistar um eleitor indeciso.
Esse desafio também alcança bairros periféricos e municípios da Grande São Paulo, onde questões como deslocamento, jornada de trabalho e acesso à informação influenciam a organização dos eleitores no dia da votação.
O resultado do encontro de domingo será observado pelas campanhas como um sinal de capacidade de mobilização. A dimensão efetiva do público, porém, dependerá de levantamentos realizados durante o evento.
Enquanto os candidatos intensificam as atividades de rua, a decisão será tomada nas urnas em 25 de outubro.