Massacre no Baile da DZ7, em Paraisópolis, completa 3 anos 

 Massacre no Baile da DZ7, em Paraisópolis, completa 3 anos 

Crédito: Rovena Rosa

Movimentos sociais organizam ato no centro de São Paulo, para cobrar resposta das autoridades.

Amanhã (01/12) completa três anos do massacre que matou nove jovens no Baile da DZ7, em Paraisópolis. Para cobrar respostas das autoridades policiais, os movimentos sociais de Direitos Humanos organizaram um ato na Praça da Sé, no centro da capital paulista, que acontece a partir das 15h. O evento contará com a presença de ativistas e familiares das vítimas, apresentação musical da Ana Laura (Emancipa), além de uma missa realizada pelo padre Júlio Lancellotti na Catedral da Sé, às 17h.

No sábado (03/12), também haverá uma caminhada com saída da estação de metrô Capão Redondo, às 14h30, até o Hospital Campo Limpo. Neste ato haverá performance artística da coletiva Periferia Segue Sangrando.

Relembre o caso:

No dia 01/12/2019, durante uma ação policial, nove jovens, entre 14 e 28 anos, morreram pisoteados e outras 12 pessoas ficaram feridas no Baile da DZ7, um dos bailes funks mais famosos da cidade de São Paulo.

Naquela noite, cerca de 5 mil pessoas estavam presentes no baile, que desde os anos 1990 reúne milhares de jovens nas ruas de Paraisópolis, segunda maior favela da cidade.

Em julho de 2021, o Ministério Público de São Paulo denunciou 12 policiais militares por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), pela morte dos jovens. Ao todo, 31 policiais militares foram afastados das ruas e são investigados por participação na ação. Até essa data, o caso ainda não havia sido encerrado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

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