Paraisópolis, São Paulo domingo, 6 de setembro de 2026
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Delegação brasileira tem desempenho histórico na 19ª edição da Olimpíada Ibero-americana de Biologia

A delegação brasileira alcançou o melhor resultado de sua história na 19ª Olimpíada Ibero-americana de Biologia, realizada no Instituto Butantan, em São Paulo. Os quatro representantes do país conquistaram medalhas de ouro, segundo divulgado na cerimônia de encerramento. A competição reuniu 57 estudantes de 16 países na sede do instituto, referência nacional em pesquisa científica.

Os medalhistas de ouro foram Caio Heronville Machado (Colégio Santo Antônio), Caio Nascimento Gonçalves Marques (Colégio Etapa, de São Paulo), Luca Oliveira Santos do Carmo (Farias Brito, do Ceará) e Theo Daltro Santos Camilo (também do Colégio Etapa). O estudante Theo celebrou o feito coletivo: segundo ele, o grupo estudou muito e se esforçou em todas as provas. Luca completou a fala e apontou que o intercâmbio científico teve peso maior do que o próprio ouro: tudo o que viveram durante a semana no Butantan foi o mais valioso da experiência.

Antes da etapa internacional, os competidores passaram por uma semana de capacitação prática intensiva na própria sede do Instituto Butantan. A preparação abordou temas como bioinformática e bioquímica, áreas pouco presentes na grade regular do ensino médio. De acordo com Caio Heronville, a capacitação deu acesso a conhecimentos teóricos que ele não tinha, enquanto Caio Nascimento avaliou que a prática voltada para o formato da prova garantiu o desenvolvimento do grupo.

A coordenadora da Olimpíada Brasileira de Biologia, Sonia Andrade Chudzinski, explicou o critério adotado na seleção: o desafio era evitar a mecanização da ciência e exigir raciocínio científico profundo, em vez da simples memorização de dados. Sonia descreveu o Butantan como um grande laboratório a céu aberto, onde observar árvores, animais e a flora estimula o raciocínio e torna as pessoas mais livres.

A programação do torneio incluiu duas provas teóricas, três práticas e atividades de integração ao ar livre, como um rali de estudos da natureza. O diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, manifestou orgulho em sediar o evento internacional e destacou a felicidade de receber estudantes e professores da América Latina, Caribe e Península Ibérica. Ao todo, sete estudantes de quatro países conquistaram a medalha de ouro: além dos quatro brasileiros, também subiram ao topo do pódio a costa-riquenha Kristen López, melhor classificada geral, o espanhol Ángel Alemany Rojas e o peruano Favio Isaías Flores Vílchez.

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Redação Espaço do Povo
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Comunicador e colaborador do jornal Espaço do Povo, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras.

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