Em 2025, cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos no Brasil, segundo uma edição especial sobre trabalho em plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados revelam um retrato de informalidade e desigualdade em um dos setores que mais cresce na economia urbana.
A imensa maioria desses trabalhadores atua por conta própria, sem vínculo formal e sem carteira assinada. A jornada semanal média desses ocupados é mais longa do que a registrada entre os demais trabalhadores do setor privado, o que indica uma sobrecarga horária típica da economia de plataformas.
O levantamento também mostra que os trabalhadores de aplicativo ganham menos por hora trabalhada na comparação com os demais ocupados do setor privado. A diferença salarial reforça o debate sobre regulamentação da atividade, que mobiliza centrais sindicais, entregadores e empresas de tecnologia há pelo menos uma década no país.
A pesquisa integra as edições temáticas da PNAD Contínua, instrumento oficial de monitoramento do mercado de trabalho brasileiro mantido pelo IBGE. Os números devem servir de base para políticas públicas voltadas a categorias como entregadores, motoristas de aplicativo e prestadores de serviço sob demanda, que somam milhões nas periferias das grandes cidades.