Paraisópolis, São Paulo sábado, 7 de março de 2026
Comunicação

15 anos do Espaço do Povo

Este mês de abril, o Espaço do Povo completa 15 anos. Fundado e produzido em Paraisópolis, o jornal sempre retratou a  favela com um discurso positivo sobre a região. São anos, não só informando a população, mas também sendo a voz da comunidade.

O Espaço do Povo é um símbolo de resistência, que muitas vezes cobrou o poder público para dar atenção à Paraisópolis. Por falta de políticas públicas direcionadas às comunidades, as favelas ainda são bastante retratadas como cenários de crimes e de péssimas condições morais de sobrevivência e isso é uma das imagens que o Espaço do Povo tem mudado.

Nos últimos anos foi muito falado que o impresso seria extinto, mas o jornal, com sua periodicidade mensal, mostrou que é resistente e é visto, não só pela segunda maior comunidade de São Paulo, mas também por outras regiões periféricas. Claro que tivemos nossas dificuldades para manter um jornal comunitário, que é produzido pela agência Cria Brasil, mas é uma década e meia mostrando o quão importante e o quanto aproxima a informação no papel.

O investimento no jornal impresso, principalmente em jornais comunitários é muito baixo, e muitas vezes não se acredita que irá resistir pelo avanço da tecnologia, mas eu e minha equipe acreditamos e chegamos até aqui, desde 2007, quando foi oficialmente veiculada a primeira edição.

Retratar a favela como engajada, participativa e solidária é algo muito satisfatório para mim. É como um filho que nasceu, foi criado e hoje continua me dando orgulho.

O Espaço do Povo, além do impresso, também é veiculado pelo site, Facebook e Instagram.

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Joildo Santos
ESCRITO POR

Joildo Santos

Comunicador e fundador do jornal Espaço do Povo, em Paraisópolis, onde desde 2007 narra o cotidiano e as potências das favelas brasileiras. CEO da CRIA S/A e presidente do Instituto Crias, é referência em comunicação de impacto social, conectando marcas, organizações e empreendedores da periferia para gerar oportunidades, renda e novos imaginários sobre as comunidades.

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