Paraisópolis, São Paulo terça-feira, 13 de janeiro de 2026
✍️ OPINIÃO Este é um artigo de opinião. As ideias expressas são de responsabilidade do autor.

“Viver com os Pés nos Valores”

💚 Colaborador Voluntário

Evelin Santos

📅 09 maio 2025 ⏱️ 2 min de leitura

É nesse ponto que a ACT — Terapia de Aceitação e Compromisso — nos convida a uma virada delicada, mas poderosa: viver orientado pelos valores.
Valores não são metas. Metas você alcança; valores você vive. São direções contínuas. Como bússolas internas, elas nos mostram o caminho, mesmo quando não sabemos o que nos espera mais à frente.

Quando vivemos desconectados dos nossos valores, é comum cairmos em dois extremos: ou evitamos o que nos causa dor a qualquer custo, ou nos aprisionamos em exigências externas — produtividade, aprovação, perfeição. Em ambos os casos, ficamos longe daquilo que realmente importa.

Mas quando a vida é movida por valores, até o sofrimento ganha contorno de propósito.
Você continua enfrentando desafios, sim. Mas agora há algo maior guiando os passos.
Por exemplo: se um dos seus valores é a compaixão, você poderá enfrentar conversas difíceis com mais coragem. Se é a autenticidade, poderá dizer “não” mesmo com medo. Se é a presença, poderá escolher largar o celular na hora do jantar para olhar nos olhos de quem está à sua frente.

Viver por valores não elimina o desconforto, mas o ressignifica.
Você passa a agir com compromisso — mesmo com pensamentos autossabotadores, com ansiedade, com medo — porque existe uma direção que faz tudo isso valer a pena.

Então, talvez a grande pergunta não seja “o que eu devo fazer?”, mas sim:
“O que é importante para mim, apesar de tudo?”
Essa resposta não vem de fora, nem está pronta. Ela se constrói com tempo, silêncio, escolha e coragem.

E no fim, viver por valores é exatamente isso: seguir caminhando com o coração alinhado àquilo que você acredita ser essencial — mesmo que o terreno esteja instável.

Baseado na Terapia de Aceitação e Compromisso (Acceptance and Commitment Therapy – ACT), desenvolvida por Steven C. Hayes, Kelly Wilson e Kirk Strosahl.

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Este artigo foi escrito por um colaborador voluntário

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