Na quarta‑feira (14), um temporal de 40 minutos despejou 81,6 mm de chuva em São Paulo, representando 72,8% da precipitação esperada para o mês, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). O intenso volume de água atingiu toda a capital em poucos minutos.
O alerta da CGE trouxe 17 alagamentos, 11 quedas de árvores e três desabamentos. Entre os desabamentos, um ocorreu na Brasilândia e resultou em uma vítima fatal. Os demais danificaram residências e estruturas públicas.
Um desabamento foi registrado na Rua Conselheiro Ramalho, nº 883, em um imóvel usado como pensão; não havia moradores no instante da ocorrência. O outro desabamento, na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, em Brasilândia, aconteceu por volta das 17h30 e culminou na morte. O Corpo de Bombeiros deslocou oito viaturas para atender as emergências.
O transporte público sofreu forte impacto. Várias estações das linhas 1‑Azul e 2‑Verde, como Trianon‑Masp, Japão‑Liberdade e Paraíso, ficaram alagadas, com telas apagadas e goteiras visíveis. O túnel São João Paulo II, sob o Vale do Anhangabaú, ficou totalmente submerso, deixando carros, motos e ônibus parcialmente submersos; motoristas subiram nos tetos dos veículos para escapar da água.
O Corpo de Bombeiros resgatou quatro pessoas que ficaram ilhadas em veículos no túnel. A prefeitura informou que o túnel dispõe de seis bombas, porém a capacidade não foi suficiente para drenar a água acumulada, agravando a situação.
Defesa Civil Municipal emitiu alertas via Cell Broadcast a partir das 15h, alcançando todas as regiões da cidade. A prefeitura reconheceu a insuficiência das bombas e a CGE continua monitorando a evolução da chuva, que já ultrapassa a marca esperada para 11 dias.
Os alagamentos geraram transtorno para pedestres, passageiros de metrô e motoristas em diversas vias da capital. Os números divulgados até o momento apontam para a necessidade de reforçar a infraestrutura de drenagem e prevenção de deslizamentos.