SinproSP convocou o reitor Paulo Cardim para uma reunião urgente na quinta‑feira (15) às 9h, a fim de esclarecer denúncias de assédio eleitoral enviadas a professores da instituição.
O sindicato alega que Cardim enviou mensagens eletrônicas contendo imagens ofensivas do presidente Lula, incluindo foto com o rosto coberto de lama e a frase “o inimigo é sujo”.
um dos e‑mails trazia caricatura do presidente ao lado de Paulo Freire e Karl Marx, acompanhada da legenda “pobre qualidade do ensino ministrado no nosso querido Brasil”. Outro conteúdo mostrava um homem mirando um alvo com a frase “Não tenho político de estimação, tenho critérios…”.
Os e‑mails ainda incluíam textos intitulados “Está chegando a hora da onça beber água! Acorda Brasil” e “PT não: Dom Adair alerta: o comunismo é o regime de perseguição à fé e à família”.
Em 2022, Cardim publicou em blog da Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (CUBAS) apoio ao então presidente Jair Bolsonaro, fato que provocou protestos de alunos e aumentou a tensão no campus.
A diretoria do SinproSP classifica a denúncia como grave, pois pode configurar crime eleitoral, e afirma que adotará medidas judiciais caso o reitor não compareça.
O Ministério Público Federal (MPF) define assédio eleitoral como uso de relação de poder para pressionar ou prometer vantagens a trabalhadores com objetivo de influenciar sua escolha política ou voto.
A CUBAS respondeu à solicitação de comentários afirmando que não se manifestará sobre o assunto.
O caso evidencia o conflito entre liberdade de expressão e limites legais no ambiente acadêmico, reforçando a necessidade de procedimentos claros para lidar com possíveis abusos de poder.