Nove jovens morreram durante ação da Polícia Militar no baile funk da DZ7 em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, após cerco que bloqueou rotas de saída e encurralou as vítimas na Viela do Louro, beco estreito sem saída. O episódio ocorreu na madrugada de 1º de dezembro de 2019 e ficou conhecido como “Massacre de Paraisópolis”.
O relatório Arquitetura do Cerco Policial, elaborado pelo laboratório Agência Autônoma: Cidades, Direitos e Territórios da Universidade de Brasília, reconstruiu a operação a partir de imagens de câmeras de comércios e vídeos de moradores. A Defensoria Pública de São Paulo, que representa parte das famílias, solicitou nesta quarta (25) a inclusão do documento no processo e reforçou o pedido para que 12 policiais sejam julgados por homicídio doloso.
Segundo a Defensoria, o estudo confirma estratégia de cercamento progressivo com bloqueio de escapamentos e intensificação da repressão. Os agentes aguardam decisão da Justiça sobre eventual julgamento pelo Tribunal do Júri.