Sábado (7/1) foi dia de diálogo na Rocinha. O prefeito Eduardo Paes e representantes do governo federal apresentaram o plano de urbanização do PAC Periferia Viva, R$ 350 milhões direcionados para saneamento, drenagem, ruas e acesso, sempre a partir do que a comunidade priorizar.
Sem discurso pronto: as obras só rolam depois de debate e aprovação das lideranças e moradores. O plano técnico parte do Plano Diretor da Rocinha, mas a próxima etapa é participativa, quem vive o território vai apontar as urgências, ajustar propostas e definir o ritmo das intervenções.
Prioridade clara: saneamento básico e acesso às áreas mais críticas. “Ajeitar as ruas, fazer esgoto, água e drenagem, isso é o básico”, afirmou Paes. O vice-prefeito Eduardo Cavaliere reforçou: “Vamos priorizar o que é essencial. E nada avança sem conversa prévia com quem mora aqui.”
O projeto prevê intervenções em 280 mil m²: novas vias internas, sistema de mobilidade urbana, terminal de transporte de 3 mil m² para organizar o fluxo e fortalecer o comércio popular, além da recuperação de 9 mil m² do Parque Ecológico da Rocinha.
Guilherme Simões, secretário Nacional de Periferias, destacou o caráter estruturante da iniciativa. E Maria de Lourdes Marques, moradora há décadas, resumiu com esperança: “Vai tirar muitas famílias da situação ruim em que vivem. Temos de acreditar.”
O recado é direto: urbanização não é imposição. É direito construído com quem habita o território. E na Rocinha, o plano só vira realidade quando a comunidade entra na direção.